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Covid-19: Fiocruz produzirá vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford

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Os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produzirão a vacina para a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford. A previsão é que os primeiros lotes possam ser utilizados até dezembro de 2020.

A instituição brasileira firmará um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para a compra de lotes e a transferência de tecnologia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, nos Estados Unidos.

Esse acordo prevê duas etapas de produção: a primeira consiste na produção de 30,4 milhões de doses antes do término dos ensaios clínicos, o que representa 15% do quantitativo necessário para a população brasileira, ao custo de 127 milhões de dólares. Além das vacinas, esse investimento inclui a transferência de tecnologia para que a produção possa ser completamente internalizada e nacionalizada.

A expectativa é que 15.2 milhões de doses, referentes ao primeiro lote das vacinas, sejam produzidas até dezembro de 2020. Já o segundo lote, com as 15,2 milhões de doses restantes, possa ser entregue em janeiro de 2021. É importante ressaltar que, após essa produção, ainda deverão ser realizadas as etapas de registro e validação, antes de uma possível distribuição.

Leia também: Covid-19: vacina experimental consegue produzir anticorpos neutralizadores do vírus

A Fundação vai adequar as instalações necessárias para incorporar a produção da vacina, para se tornar autossuficiente em todas as fases do processo, o que deve acontecer no primeiro trimestre de 2021.

O acordo prevê ainda uma segunda etapa, com a produção de mais 70 milhões de doses, ao preço de custo de 2,30 dólares por dose, ao final dos ensaios clínicos e com a eficácia da vacina comprovada.

“Caso a vacina se mostre realmente eficaz, por sermos uma referência na região e termos larga capacidade produtiva, ainda poderemos ser responsáveis pelo fornecimento da vacina para toda a América Latina”, diz a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Capacidade de produção

Outra boa notícia é que a Fiocruz tem capacidade de atuar imediatamente nas etapas de formulação e processamento final da vacina através do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), podendo chegar a produção de 40 milhões de doses mensais.

A vacina da Universidade de Oxford foi desenvolvida através da plataforma tecnológica de vírus não replicante. Embora seja baseada uma nova tecnologia, ela já foi testada anteriormente para outras enfermidades, como nos surtos de ebola e MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), sendo semelhante a outras plataformas de Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que facilita a sua implantação em menos tempo.

Ouça também: Dia da Imunização: como é a produção de uma nova vacina e o que falta para vacina da Covid-19?

Vacina está sendo testada no Brasil

Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos projetos mais promissores até o momento em relação ao novo coronavírus, a vacina está em fase 3 dos ensaios clínicos, com respostas imunológicas promissoras divulgadas nas fases anteriores, e que já está sendo testada em diversos países.

No Brasil, 2 mil participantes estão sendo recrutados em São Paulo, pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), e no Rio de Janeiro, pelo Instituto D’Or, com a ampliação do experimento para 5 mil participantes nos próximos meses. Há uma expectativa de que os resultados preliminares desta fase sejam divulgados até novembro deste ano.

“Como a população brasileira tem características próprias, é importante testarmos as vacinas considerando tanto as variações genéticas, como as variantes de vírus que têm circulado no país. Isso vai nos garantir uma segurança muito maior do que se tivéssemos incorporando uma vacina testada em outras condições e com outro perfil de população”, conclui Marco Krieger.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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