Persistência do coronavírus no ambiente: como evitar transmissão indireta por superfícies?

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O novo coronavírus descoberto na China, o SARS-CoV2, causador da COVID-19, despertou a atenção mundial devido à sua maior transmissibilidade em relação a outros coronavírus epidêmicos. Além da transmissão pessoa-a-pessoa, já estabelecida, especula-se se outras formas de transmissão podem contribuir para a disseminação da doença. Com o primeiro caso confirmado no Brasil, precisamos estar cada vez mais atentos!

Pouco ainda se sabe sobre outras possíveis formas de transmissão, mas uma preocupação é com a possibilidade de transmissão por contato indireto por meio de superfícies. Uma revisão publicada na Journal of Hospital Infection avaliou as evidências existentes na literatura em relação à persistência de coronavírus em superfícies e à sua suscetibilidade aos agentes de limpeza e desinfecção comumente utilizados em ambiente.

enfermeira com luvas desinfeta objeto em sala hospitalar por contato de paciente com coronavírus

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Coronavírus em superfícies

A revisão incluiu publicações que continham dados originais sobre a persistência de coronavírus em superfícies e materiais e inativação por agentes biocidas usados para desinfecção. Como ainda não há informações sobre o SARS-CoV2, analisaram-se dados tanto sobre os coronavírus epidêmicos causadores de SARS e MERS, quanto coronavírus endêmicos e veterinários.

Resultados

A maioria dos dados referenciam-se ao HCoV-229E, um coronavírus endêmico, causador comum de infecções de vias aéreas superiores. Em diferentes materiais e superfícies, pode permanecer infeccioso por um período de 2 horas até nove dias. Temperaturas entre 30 e 40°C são capazes de diminuir a duração da persistência de coronavírus com maior patogenicidade, como o MERS-CoV.

Por outro lado, temperaturas mais frias parecem favorecer a persistência do vírus, que pode ser maior do que 28 dias, por exemplo, para alguns coronavírus veterinários a 4°C. O tamanho do inóculo também parece ser importante, estando maiores títulos virais associados a maior tempo de persistência.

Veja mais sobre coronavírus:

Em relação aos agentes de desinfecção, etanol (78-95%), 2-propanol (70-100%), a combinação de 45% 2-propanol e 30% 1-propanol, glutaraldeído (0,5-2,5%), formaldeído (0,7-1%) e iodopovidona (0,23-7,5%) inativaram prontamente a infectividade dos coronavírus em 4 logs ou mais. Hipoclorito de sódio foi eficiente quando em uma concentração mínima de 0,21%. Já peróxido de hidrogênio foi eficiente em uma solução de 0,5% e com um período de incubação de 1 minuto. Clorexidina 0,02% foi ineficaz.

Não há dados sobre a transmissibilidade de coronavírus a partir de materiais, mas estudos com os vírus influenza A e parainfluenza já demonstraram que a transferência de partículas virais infectantes para as mãos depois de contato com superfícies contaminadas é possível. Por esse motivo, o cuidado com o ambiente também deve fazer parte das medidas de precaução para evitar a disseminação do 2019-nCoV.

Mensagens práticas

  • Os resultados mostram que os coronavírus são capazes de permanecer infectantes em superfícies e materiais por até nove dias, tempo que pode ser alterado de acordo com características ambientais, como temperatura;
  • A persistência em superfícies reforça a necessidade de instituição de precaução de contato durante o atendimento e internação de pacientes com COVID-19;
  • As rotinas de limpeza e desinfecção dos ambientes em que os pacientes com COVID-19 são atendidos devem ser seguidas estritamente, conforme estabelecidas pelos protocolos de cada instituição.

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2 comentários

  1. Obrigada pela informação Isabel.

  2. |Gostaria de saber porquê a clorexidina se mostrou ineficaz?

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