Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Clínica Médica / Coronavírus: como identificar possíveis casos no Brasil?
prontuário médico em foco, com paciente com coronavírus deitado na maca

Coronavírus: como identificar possíveis casos no Brasil?

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

Nas últimas semanas, o mundo tem ouvido falar do novo coronavírus (SARS-CoV2), e mais de 60 países já registraram casos suspeitos e/ou confirmados. No Brasil, são 77 confirmados em dez estados. A identificação da doença pelo coronavírus 2019 (chamada de Covid-19) iniciou na China, com casos adicionais sendo identificados em um número crescente de países internacionalmente. O primeiro caso nos Estados Unidos foi anunciado em 21 de janeiro de 2020.

Neste contexto, devemos ficar alertas aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para áreas de transmissão local. Neste post, vamos discutir os pontos principais para suspeitarmos do diagnóstico da Covid-19, além de orientarmos o manejo dos casos.

Coronavírus

Inicialmente, devemos suspeitar de Covid-19 no paciente que compareça ao atendimento com queixa de sintomatologia respiratória com história epidemiológica compatível. Os principais sintomas são: febre, tosse e dispneia.

Definição de caso suspeito

São considerados casos suspeitos de infecção pela Covid-19:

  • Febre + pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + histórico de viagem para área com transmissão local* nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
  • Febre + pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
  • Febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + contato próximo de caso confirmado de coronavírus (COVID-19) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

*A lista de países com transmissão local tem passado por atualizações frequentes. Atualmente são: Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã, Camboja, Austrália, Filipinas, Malásia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes, além da China.

A febre pode não estar presente em alguns pacientes, como jovens, idosos, imunossuprimidos ou naqueles que usaram antitérmico. Já o contato próximo é aquela pessoa que esteve a aproximadamente dois metros de distância de um paciente com suspeita, por um período prolongado, dentro da mesma sala, sem equipamento de proteção individual. Podem ser pessoas que moram juntas, tenham feito visitas recentemente ou compartilharam uma sala de espera em um hospital, por exemplo; assim como profissionais de saúde que não utilizaram proteção durante o atendimento.

Confira aqui a lista de hospitais de referência para o novo coronavírus no país!

Após a suspeita do caso, podemos ter algumas situações.

  • Caso provável: caso suspeito com o teste inconclusivo para SARS-CoV2 ou com teste positivo em ensaio de pan-coronavírus;
  • Caso confirmado: indivíduo com confirmação laboratorial para SARS-CoV2, independente de sinais e sintomas;
  • Caso descartado: caso suspeito com resultado laboratorial negativo para SARS-CoV2 ou confirmação laboratorial para outro agente etiológico.

Suspeitou? Notificou!

A notificação é uma etapa importante para mantermos o controle da situação. Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail (notifica@saude.gov. br).

As informações devem ser inseridas na ficha de notificação e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.

Como atender um caso suspeito?

Segundo orientações do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, temos o seguinte fluxograma:

 

Isolamento

  1. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo.
  2. Profissionais devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  3. Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Veja mais sobre coronavírus:

Avaliação

  1. Realizar coleta de amostras respiratórias. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita de Covid-19.
  2. Prestar primeiros cuidados de assistência.

Encaminhamento

  1. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.
  2. Os casos leves devem ser acompanhados pela atenção primária em saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Ouça nosso podcast! Falamos sobre tudo o que o profissional de saúde precisa saber sobre o novo surto!

Como tratar?

Ainda não há um tratamento específico para o novo coronavírus. Sendo assim, o tratamento é de suporte conforme a sintomatologia do paciente. Cabe ressaltar que, em caso de suspeita para influenza não devemos retardar o início do tratamento com fosfato de oseltamivir, conforme protocolo de tratamento de influenza.

Não podemos esquecer de realizar a busca ativa de contatos próximos (familiares, colegas de trabalho, entre outros, conforme investigação), devendo ser orientados sob a possibilidade de manifestação de sintomas e da necessidade de permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares. Além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos e pessoais, até que seja descartada a suspeita.

Situação atual no Brasil

O Ministério da Saúde monitora mais de 1.400 casos no país, sendo 77 já confirmados no Brasil. A Covid-19 foi considerada pela OMS como pandemia.

Traremos todas as atualizações a respeito da Covid-19 em nosso Portal, continue acompanhando!

Autor:

Referências bibliográficas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.