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prontuário médico em foco, com paciente com coronavírus deitado na maca

Coronavírus: como identificar possíveis casos no Brasil?

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Na última semana, o mundo tem ouvido falar em coronavírus (2019-nCoV), principalmente após o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS). Já foram contabilizados mais de 800 casos suspeitos, com 25 mortes confirmadas. A identificação do 2019-nCoV iniciou na China, com casos adicionais sendo identificados em um número crescente de países internacionalmente. O primeiro caso nos Estados Unidos foi anunciado em 21 de janeiro de 2020.

Neste contexto, devemos ficar alertas aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para áreas de transmissão local nos últimos 14 dias. Neste post, vamos discutir os pontos principais para suspeitarmos do diagnóstico do 2019- nCoV, além de orientarmos o manejo dos casos.

ATUALIZAÇÕES: Veja aqui as novas atualizações sobre o surto de coronavírus!

Coronavírus

Inicialmente, devemos suspeitar de 2019-nCoV no paciente que compareça ao atendimento com queixa de sintomatologia respiratória com história epidemiológica compatível. Os principais sintomas são: febre, tosse e dispneia.

Definição de caso suspeito

1 Febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração. 2 Contato próximo é definido como: estar a aproximadamente dois metros (2 m) de um paciente com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento, por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.

Após a suspeita do caso, podemos ter algumas situações.

  • Caso provável: caso suspeito com o teste inconclusivo para 2019-nCoV ou com teste positivo em ensaio de pan-coronavírus;
  • Caso confirmado: indivíduo com confirmação laboratorial para 2019-nCoV, independente de sinais e sintomas;
  • Caso descartado: caso suspeito com resultado laboratorial negativo para 2019-nCoV ou confirmação laboratorial para outro agente etiológico.

Suspeitou? Notificou!

A notificação é uma etapa importante para mantermos o controle da situação. Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail (notifica@saude.gov. br).

As informações devem ser inseridas na ficha de notificação e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.

Como atender um caso suspeito?

Segundo orientações do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, temos o seguinte fluxograma:

 

Isolamento

  1. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo.
  2. Profissionais devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  3. Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Veja mais sobre coronavírus:

Avaliação

  1. Realizar coleta de amostras respiratórias. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita de 2019-nCoV.
  2. Prestar primeiros cuidados de assistência.

Encaminhamento

  1. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.
  2. Os casos leves devem ser acompanhados pela atenção primária em saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Ouça nosso podcast! Falamos sobre tudo o que o profissional de saúde precisa saber sobre o novo surto!

Como tratar?

Ainda não há um tratamento específico para o 2019-nCoV. Sendo assim, o tratamento é de suporte conforme a sintomatologia do paciente. Cabe ressaltar que, em caso de suspeita para influenza não devemos retardar o início do tratamento com fosfato de oseltamivir, conforme protocolo de tratamento de influenza.

Não podemos esquecer de realizar a busca ativa de contatos próximos (familiares, colegas de trabalho, entre outros, conforme investigação), devendo ser orientados sob a possibilidade de manifestação de sintomas e da necessidade de permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares. Além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos e pessoais, até que seja descartada a suspeita.

Situação atual no Brasil

O Ministério da Saúde afirmou que está em alerta para o risco de transmissão do 2019-nCoV no Brasil, emitiu inclusive um Boletim com orientações de abordagem. O nível de alerta em nosso país é 1 (inicial), em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional. Até o momento, cinco casos suspeitos da doença no Brasil foram descartados.

Traremos todas as atualizações a respeito do 2019-nCoV em nosso Portal, continue acompanhando!

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