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Coronavírus: após confirmação de transmissão humana, vírus é identificado nos EUA

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Texto publicado em 21/01/2020, às 17h49, e atualizado em 24/01/2020, às 10h04.

Após o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), na última semana, os casos de infecção pelo novo tipo de coronavírus, conhecido como 2019-nCoV, ultrapassaram 800, com 25 mortes confirmadas, tendo a primeira morte fora de Wuhan anunciada ontem, 23. Apesar de ter sido rastreado inicialmente como uma transmissão de animal para humanos, no mercado de animais marinhos e silvestres de Wuhan, alguns casos de pacientes confirmados não tiveram contato com esses alimentos, confirmando a transmissão de pessoa para pessoa, em forma de pneumonia.

Um desses casos foi confirmado em um homem em Washington, nos Estados Unidos, que chegou de viagem da China, mas não esteve no mercado de Wuhan. Nesta quarta-feira, 22, foi anunciado um caso suspeito no México.

ATUALIZAÇÕES: Veja aqui as novas atualizações sobre o surto de coronavírus!

A preocupação agora é o feriado do Ano Novo Chinês, quando, além de receber muitos turistas, os próprios chineses viajam pelo país e para o exterior. No último ano, segundo os dados divulgados pela China, cerca de 7 milhões de chineses viajaram nesse feriado. Pequim cancelou as comemorações que começariam nesta sexta-feira, 25. Além disso, Wuhan e mais três cidades próximas estão com os transportes para outras cidades bloqueados.

O surto já possui casos confirmados em diversas cidades da China, como Pequim, Xangai, Shenzen e Macau, além de Wuhan, em Hong Kong e Taiwan, territórios independentes chineses, e outros países, como, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura, Arábia Saudita e Estados Unidos. Existe ainda um caso suspeito na Austrália.

Os aeroportos locais e alguns de outros países, como o Brasil, têm monitorado os pacientes que saem da cidade de Wuhan ou outras cidades da China para tentar evitar a transmissão do vírus em outros lugares. As autoridades chinesas pedem que ninguém viaje para Wuhan, assim como quem está na cidade evite sair.

Diante do primeiro caso nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um comunicado alertando e pedindo que os profissionais de saúde se atualizem e estejam familiarizados com os sintomas da doença para agir de forma rápida quando casos suspeitos aparecerem.

Veja mais sobre coronavírus:

A OMS disse ontem, 23, que ainda é muito cedo para declarar o vírus como uma emergência internacional, mas que a discussão continuará pelo resto da semana. Em coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde afirmou que não possuem casos confirmados no Brasil e que o Governo preparou o Centro de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus, comitê que tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos.

Casos de coronavírus 2019-nCoV

Essa família de vírus causa doenças respiratórias que podem variar de um simples resfriado a um síndrome respiratória aguda grave (SARS). Os casos começaram na cidade de Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro e foi confirmado como uma nova cepa do coronavírus no dia 7 deste mês. As autoridades chinesas divulgaram o sequenciamento genético do vírus para que os outros países pudessem identificar de forma mais rápida os casos da doença.

Os sintomas mais comuns apresentados são de uma infecção respiratória: febre, tosse, falta de ar e dificuldade de respirar, mas casos mais graves podem apresentar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e insuficiência renal. Segundo os exames realizados, alguns pacientes apresentaram lesões invasivas no pulmões nas imagens radiográficas.

Os exames laboratoriais descartaram síndrome respiratória aguda grave (SARS), síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), influenza, adenovírus, gripe aviária e outros tipos de doenças respiratórias. Ainda não há um tratamento bem definido.

Ouça nosso podcast! Falamos sobre tudo o que o profissional de saúde precisa saber sobre o novo surto!

Sobre os coronavírus

Os coronavírus fazem parte de um grupo de vírus comum entre os animais, mas surtos por transmissão para humanos já aconteceram, como o da SARS, em 2002, e de MERS em 2012. Atualmente, os que são conhecidos e transmitem doenças para humanos são:

As recomendações iniciais da OMS é que os profissionais de saúde orientem os pacientes a tomar as medidas mais simples que evitam esse tipo de contaminação, como lavar as mãos regularmente, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar, não comer carne e ovos crus, além de evitar contato muito próximo com pessoas que apresentem esses sintomas.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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