Parâmetros hematológicos em pacientes com infecção por coronavírus

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Diante da pandemia de coronavírus, diversos aspectos vêm sendo estudados na tentativa de conhecer melhor a doença e, dessa forma, reduzir o número e a gravidade dos indivíduos infectados. Muitos estudos estão sendo publicados sobre o vírus e, apesar da necessidade de novas análises, algumas evidências já foram identificadas.

sangue com parâmetros hematológicos do coronavírus

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Parâmetros hematológicos do coronavírus

Um estudo do American Journal of Hematology, divulgado em no início de março, analisou 69 pacientes admitidos no National Centre for Infectious Diseases (NCID) em Cingapura, a fim de observar as alterações mais frequentes e relevantes no hemograma, causadas pela infecção pelo coronavírus. Aproximadamente 13% dos casos necessitaram de tratamento em UTI, cuja mediana de idade foi 12 anos maior do que a do grupo de indivíduos que não precisou de vaga em UTI.

Na admissão, muitos pacientes apresentavam hemograma normal. Em 29,2% dos pacientes, evidenciou-se leucopenia, sendo grave (< 2.000/mm³) em apenas um indivíduo. Linfopenia foi observada em 36,9% dos hemogramas: moderada (< 1.000/mm³) em 79,2% dos casos e grave (< 500/mm³) nos 20,8% restantes. A plaquetometria encontrou-se normal em 80% dos indivíduos e discretamente reduzida (entre 100.000 e 150.000/mm³) nos demais casos. A hematoscopia de sangue periférico revelou a presença de linfócitos reativos na maioria dos pacientes linfopênicos.

De modo geral, os infectados que necessitaram de transferência para UTI tiveram contagens linfocitárias inferiores aos demais (mediana de 400/mm³ no grupo da UTI x 1.200/mm³ no outro grupo). Tal achado corroborou com evidências de estudos anteriores, que apontaram a linfopenia como um fator de mau prognóstico. Linfopenia < 600/mm³ pode ser considerada um indicador para admissão precoce na UTI.

Durante internação na UTI, os pacientes apresentaram queda dos valores de hemoglobina, linfócitos e monócitos, quando comparados ao outro grupo. Em relação aos neutrófilos, houve maior neutrofilia nos hemogramas do grupo da UTI. A contagem plaquetária não sofreu grandes variações durante a evolução dos indivíduos, independente do local de internação (UTI ou não).

Leia também: Coagulopatia na infecção por coronavírus: um fator de mau prognóstico

Conclusões

O número de participantes foi relativamente pequeno (e de apenas um centro), tornando a amostra pouco representativa. Além disso, os autores compararam os resultados dos exames realizados na admissão dos pacientes, independentemente do tempo de contágio e da sintomatologia.

Portanto, novos estudos são necessários, a fim de correlacionar os dados clínicos aos dados laboratoriais. No entanto, observou-se, na população analisada, que idade avançada e linfopenia associaram-se a pior prognóstico.

Autora:

Referências bibliográficas:

  • Fan, Bingwen Eugene, et al. “Hematologic parameters in patients with COVID-19 infection.” American journal of hematology (2020).
  • Chng, Wee J., et al. “Haematological parameters in severe acute respiratory syndrome.” Clinical & Laboratory Haematology 27.1 (2005): 15-20.
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Um comentário

  1. João Peixoto Filho

    Parabéns a nossa hematologista, excelente estudo e conclusão; anos atrás tínhamos transtornos idênticos no tratamento principalmente da malária aqui em Imperatriz/Ma, e que havia certa resposta (em referência ao comparativo com o Covid19) cuidados de coagulopatia, antimaláricos contra os trofozoítos, anti-inflamatórios e claritromicina é sintomáticos. Pergunta sobre o estudo americano: usaram doses de anticoagulantes profiláticas, não é dose insuficiente para tratar trombose disseminada?

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