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OMS e PNI alertam contra repetição da vacina BCG em crianças

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulga, regularmente, uma série de documentos sobre doenças e vacinas que impactam a saúde pública internacional. Estes documentos estão voltados, principalmente, para programas de vacinação em grande escala e resumem informações básicas e seu posicionamento final sobre doenças e as respectivas vacinas.

No documento BCG vaccines: WHO position paper – February 2018, a OMS se posiciona em relação à repetição da vacina BCG em crianças previamente vacinadas, mas que não desenvolveram cicatriz vacinal. De acordo com a OMS, a literatura mostra evidência mínima ou inexistente de qualquer benefício adicional da revacinação BCG contra tuberculose ou hanseníase. Portanto, a OMS não recomenda a revacinação mesmo que o teste tuberculínico (PPD) ou o Interferon Gamma Release Assay (Teste IGRA) sejam negativos.

Segundo a literatura, a ausência de uma cicatriz de BCG após a vacinação não é indicativa de falta de proteção e não é uma indicação para revacinação.

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Neste contexto, a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) divulgou, em 01 de fevereiro de 2019, a nota informativa 10/2019, atualizando a recomendação sobre a repetição da vacina BCG em crianças previamente vacinadas, mas que não desenvolveram cicatriz vacinal.

Com base no posicionamento da OMS e diante da ausência de evidências científicas que suportem a repetição da vacina BCG, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) não recomenda a revacinação de crianças que receberam a vacina e não desenvolveram cicatriz vacinal, independente do período decorrido após a vacinação. Entretanto o PNI enfatiza que as demais indicações da BCG estão mantidas segundo as normas do Programa.

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