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Outubro rosa: menos de 30% têm acesso à reconstrução mamária pelo SUS

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O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres, impactando 2,1 milhões de mulheres a cada ano e causando o maior número de mortes relacionadas ao câncer entre as pessoas do sexo feminino. Em 2018, estima-se que 627 mil delas vieram óbito por causa do tumor, o que significa 15% de todas as mortes por câncer entre as mulheres. Até o final de 2019 são esperados 59,7 mil novos casos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Esses números servem de alerta para mais uma edição da campanha anual do Outubro Rosa, que desta vez direciona o foco na importância do acesso das pacientes, sejam da rede particular ou pública, à cirurgia, aos tratamentos e às medicações.

De acordo com o mastologista Felipe Andrade, vice-presidente da Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dispomos hoje no Brasil dos tipos de tratamentos mais modernos em relação ao câncer de mama. Há ainda técnicas cirúrgicas atuais e eficazes, além de aparelhos de radioterapia com alta tecnologia e qualidade, mas que no caso do Sistema Único de Saúde (SUS), muitas vezes estão em uso excessivo, com uma grande quantidade de pacientes a serem tratadas.

“Dessa forma, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento poderá aumentar a chance de sobrevida dessas pacientes com câncer de mama metastático”, ressalta Felipe Andrade.

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Outro ponto positivo é que as principais drogas no tratamento de câncer, mesmo que não todas, já estão disponíveis no Brasil. “Existe uma realidade muito diferente, como é de conhecimento de todos, entre a medicina privada e a pública, porém o acesso vem crescendo e deverá crescer ainda mais”, acrescenta o mastologista.

 

Fatores de risco para câncer de mama

Ser mulher com obesidade na pós-menopausa, mamas densas, menarca precoce e menopausa tardia, além de consumir álcool acima de 13,7 gramas por semana, fazer terapia de reposição hormonal combinada acima de cinco anos, ter antecedente familiar de câncer de ovário, de câncer de mama e algumas mutações genéticas são fatores de risco que devem ser levados em consideração pelos médicos durante o atendimento.

Veja também: Uso de terapia hormonal aumenta risco de câncer de mama, aponta estudo

“Os fatores que dificultam essa questão envolvem a falta de capacitação de mastologistas e de cirurgiões plásticos em algumas cidades mais distantes das capitais. A cirurgia de reconstrução demanda também um maior tempo cirúrgico e uma internação, por vezes, mais prolongada. Muitas vezes, por esses motivos, essa mulher é relegada a um segundo plano, o que é muito ruim a paciente. Ter a sua mama operada e não reconstruída traz para a mulher um grande sofrimento emocional”, destaca Felipe Andrade.

Reconstrução de mamas, um desafio

São pouquíssimas as mulheres que não desejam reconstruir as suas mamas no ato da cirurgia do câncer. Entretanto, em 2015, apenas 29,2% das pacientes brasileiras submetidas à mastectomia pelo SUS tiveram acesso à reconstrução, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia.

“Embora a reconstrução mamária tenha aumentado no período de 2008 a 2015, de 15% para 29,2%, cerca de 7,6 mil mulheres tratadas pelo SUS em 2015 não puderam ser beneficiadas pela Lei nº 12.802, que estabelece a reconstrução mamária como procedimento obrigatório no mesmo ato no qual foram retiradas as mamas”, lamenta o vice-presidente da Região Sudeste da SBM.

Leia mais: Câncer de mama: novos tratamentos podem adiar a quimioterapia

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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