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Parada cardiorrespiratória: acesso intraósseo é superior ao intravenoso?

Tempo de leitura: 2 minutos.

O acesso intraósseo é utilizado em casos de emergência em pacientes com parada cardiorrespiratória fora do hospital e quando há dificuldade de acesso por via intravenosa. Por ser mais mais simples do que o acesso intravenoso, o intraósseo é recomendado como uma opção viável no atendimento emergencial fora da unidade hospitalar.

No entanto, uma pesquisa realizada recentemente e publicada na revista Resuscitation: Oficial Journal of the European Resuscitation Council constatou que o acesso intraósseo é um pouco inferior ao acesso intravenoso em desfechos favoráveis aos pacientes, como sobrevivência, por exemplo.

Atendimento emergencial na parada cardiorrespiratória

O estudo de coorte, prospectivo e randômico selecionou 19.731 pacientes adultos que sofreram parada cardiorrespiratória não traumática fora do hospital e receberam compressões torácicas em serviços médicos de emergência. Os principais métodos utilizados para administrar a medicação foram por meio do acesso intraósseo e o acesso intravenoso.

Leia mais: PCR fora do hospital: como diminuir a mortalidade? [ABRAMEDE 2018]

Os participantes foram analisados de acordo com o método aplicado no ato do atendimento; 3.068 pacientes receberam atendimento com acesso intraósseo e 16.663 indivíduos receberem atendimento por acesso intravenoso. Os desfechos primários observados foram a sobrevivência do paciente.

Resultados

Os desfechos foram significantemente menores em pacientes que receberam acesso intraósseo em comparação aos que receberam o método intravenoso (4,6% vs 5,7%; p = 0,01) em relação à sobrevivência e a alta hospitalar. O retorno espontâneo da circulação foi menor também no primeiro grupo em relação ao segundo (17,9% vs. 23,5%, p < 0,001), assim como a sobrevivência com manutenção favorável da função neurológica (2,8% vs. 4,2%, p < 0,001).

Após alguns ajustes, não houve diferença significativa na sobrevivência no hospital (OR, 0,88, IC 95% [0,72–1,09], p = 0,24) ou sobrevivência com manutenção das funções neurológicas (OR 0,87, IC 95% [0,67–1,12], p = 0,29) em pacientes atendidos com o método intraósseo se comparados os indivíduos que receberam o procedimento intravenoso.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Mody P et al. Intraosseous versus intravenous access in patients with out-of-hospital cardiac arrest: Insights from the Resuscitation Outcomes Consortium Continuous Chest Compression trial. Resuscitation 2018 Oct 31; S0300-9572(18)31066-9; [e-pub]. (https://doi.org/10.1016/j.resuscitation.2018.10.031)

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