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Alzheimer

Perda do olfato está associada com a proximidade de mortes em idosos?

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Tempo de leitura: 3 minutos.

Estudos publicados recentemente relacionam a perda do olfato com a proximidade de mortes entre idosos. Um desses estudos constatou que pacientes com mais dificuldade em sentir cheiros e aromas estavam mais propensos a morrer nos próximos dez anos. A análise foi publicada no Journal of American Geriatrics Society, e acompanhou 1.174 adultos com idades entre 40 a 90 anos, por uma década.

Os testes revelam que os participantes que apresentaram resultados abaixo da média, ou seja, apresentaram perda olfatória, foram diagnosticados com 19% a mais de probabilidade de morrer durante o período da pesquisa em comparação àqueles que conseguiram detectar os cheiros normalmente.

Os cientistas dizem que a pesquisa aumenta a chance de afirmar que as avaliações olfatórias podem fornecer respostas sobre o envelhecimento do cérebro. “Nossos resultados não foram explicados pela demência, que anteriormente estava ligada à perda o olfato. Em vez disso, o risco de mortalidade foi exclusivamente em decorrência a falta de sensibilidade para sentir odores”, explica o médico Jonas Olofsson, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, um dos responsáveis pelo estudo.

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“Em minha experiência com pacientes na faixa etária geriátrica, ou seja, com mais de 60 anos, sabemos que o olfato é mais frequentemente comprometido do que o paladar, e que o desempenho na avaliação dos testes olfatórios estão interligados com a avaliação cognitiva. É notável durante os atendimentos médicos prestados ao idosos a correlação de comorbidades e declínio funcional com o déficit olfatório, dados que se confirmam no estudo recentemente publicado no Journal of American Geriatrics Society”, diz Priscilla Almeida, geriatra da Aliança Instituto de Oncologia.

A médica também complementa que, dentre estudos realizados sobre idosos e os órgãos dos sentidos, este fornece um maior tempo de acompanhamento e uma coorte significativa, porém restringiu-se a uma idade específica de 70-79 anos. “Em concordância com a prática médica, o estudo identifica a relação próxima entre perda olfatória e as síndromes demências, sendo as mais comuns a de Alzheimer e o Parkinson. Apesar de todos os vieses presentes no estudo, podemos ressaltar a íntima relação entre a diminuição olfatória e a mortalidade em longo prazo nos idosos, fazendo com que nos atentemos a esse tipo de queixa no consultório”, afirma Priscilla Almeida.

O teste

No início, os participantes foram apresentados a 13 odores, um de cada vez. Com um intervalo de 30 segundos entre cada um, foi solicitado para que cada pessoa os identificassem, escolhendo uma de quatro opções de palavras com nomes de diversos cheiros.

O resultado mostrou que quem acertou quatro odores ou menos, teria cerca de 19% a mais de chances de morrer no prazo de dez anos, do que uma pessoa com desempenho melhor do que esse.
“Em idosos ocorre uma redução dessas células olfatórias, interferindo na acuidade do olfato. Na doença de Parkinson existe tipicamente um empobrecimento do olfato. Em síndromes demenciais mais comuns, como Alzheimer, demência vascular e no transtorno cognitivo leve, existe uma degeneração do lobo frontal, alterando a capacidade de identificar odores”, explica a geriatra Priscilla Almeida.

Estudos anteriores

A perda da função olfatória é comum na velhice, sendo que cerca de 70% da população idosa apresenta essa característica. Já entre os mais jovens, apenas 5% demonstram essa deficiência.
Alguns estudos associam essa perda a condições psiquiátricas, como esquizofrenia e depressão profunda, ou então com demência, Parkinson e até declínio cognitivo.

É importante ressaltar que não sentir mais odores não causa morte diretamente, mas é um prenúncio, um sistema de alerta precoce, que mostra que sérios riscos do que pode acontecer.
Como realizar uma anamnese detalhada em idosos

Para Priscilla Almeida, os médicos devem realizar uma anamnese detalhada em pacientes idosos, onde deve ser questionado sobre a funcionalidade, os hábitos de vida da pessoa, se existe dificuldade em preparar as próprias refeições (interrogando se é comum queimar alimentos ou deixar fogo aceso), se há prejuízo nas tarefas domésticas ou administração de medicamento, dificuldade em realizar compras, manuseio de finanças e se o paciente idoso é capaz de ficar sozinho em casa.

Conclusão

“É de extrema importância também identificar as condições socioambientais, avaliação nutricional e comorbidades individualizadas. Através da avaliação geriátrica ampla conseguimos definir os eventuais prejuízos nas atividades básicas e instrumentais da vida diária de cada indivíduo e definir ações preventivas e tratamento”, conclui a geriatra.

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