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animação de um coracao humano

Pericardite pode ser o primeiro sinal de um câncer ainda não diagnosticado

Estudo recente, publicado na revista Circulation, sugere que a pericardite pode ser o primeiro sinal de um câncer ainda não diagnosticado.

Para chegar nessa conclusão, pesquisadores usaram um banco de dados médicos da Dinamarca para realizar um estudo de coorte nacional com todos os pacientes com diagnóstico de pericardite, que foram acompanhados para o diagnóstico subsequente de câncer de 1994 a 2013. Foram excluídos pacientes com câncer prévio.

Entre os 13.759 pacientes com pericardite aguda analisados, 1.550 foram posteriormente diagnosticados com câncer durante o follow-up. A taxa global de incidência de câncer foi de 1,5 (intervalo de confiança [IC] de 95%: 1,4-1,5), conduzido predominantemente pelo aumento das taxas de câncer de pulmão, rim e bexiga, linfoma, leucemia e câncer metastático não especificado.

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O risco de câncer < 3 meses em pacientes com pericardite foi de 2,7% e a taxa de incidência foi de 12,4 (IC 95%: 11,2-13,7). A taxa de incidência 3 – < 12 meses de câncer foi 1,5 (IC 95%: 1,2-1,7), diminuindo posteriormente para 1,1 (IC 95%: 1,0-1,2). A sobrevivência em três meses após o diagnóstico de câncer foi de 80% e 86% entre aqueles com e sem pericardite, e a hazard ratio foi de 1,5 (IC 95%: 1,3-1,8). A sobrevivência de um ano foi de 65% e 70%, respectivamente, correspondendo a um período de 3 a 12 meses de HR de 1,3 (IC 95%: 1,1-1,5).

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que a pericardite pode ser um marcador de câncer e aumenta o risco de mortalidade após um diagnóstico de câncer.

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Referências:

  • Pericarditis as a Marker of Occult Cancer and a Prognostic Factor for Cancer Mortality. Kirstine Kobberøe Søgaard, Dóra Körmendiné Farkas, Vera Ehrenstein, Krishnan Bhaskaran, Hans Erik Bøtker and Henrik Toft Sørensen. Circulation. 2017;CIRCULATIONAHA.116.024041, originally published June 29, 2017 (https://doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.116.024041)

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