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Pesquisa sobre Burnout em profissionais da saúde é divulgada pelo NEJM

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O The New England Journal of Medicine fez uma pesquisa sobre burnout na área da saúde. Na pesquisa desse ano, 83% dos entrevistados, que são clínicos, líderes clínicos e executivos de saúde, viram esse problema como “grave” ou “moderado” em seus locais de trabalho. Em 2016, essa porcentagem foi de 96%, então houve uma pequena melhora nesse percentual, porém é visível que o problema continua prevalente.

Essa pesquisa recente também considera o burnout como uma grande preocupação para os enfermeiros (78% acreditam que é um problema grave ou moderado), enfermeiros de prática avançada (64%), líderes clínicos (56%) e executivos de saúde (42%).

Os líderes e os médicos da linha de frente estão procurando urgentemente soluções para esse problema porque ele ganhou uma extensão muito grande e tem trazido prejuízos para as organizações de saúde. Danos financeiros e insatisfação dos paciente foram citados como consequências graves do burnout. Os médicos sentem o impacto do burnout reduzindo suas horas de trabalho, mudando para funções administrativas ou deixando a assistência médica completamente.

Mindfulness: quebrando a roda do burnout médico

Algumas ações menores tem sido escolhidas por líderes – como mudar a denominação de burnout por uma mais positiva como “Felicidade no Trabalho” – mas o foco são intervenções maiores e mais específicas. Como 82% dos entrevistados falaram que o problema tem parte da sua origem nas organizações, questões como mudanças de sistema e infraestrutura precisam ser vistas.

Mais da metade dos entrevistados acreditam que profissionais da saúde precisam passar mais tempo em atendimento a pacientes do que em questões administrativas. Desse jeito, todos os membros da equipe clínica podem trabalhar adequadamente. Outra solução escolhida pela maioria (46%) é melhorar a funcionalidade e a interatividade de EMRs e outros sistemas de TI.

Além de melhorar os sistemas de TI, a pesquisa mostra que as organizações devem se concentrar em trabalhar as habilidades de comunicação e gerenciamento de seus líderes. Afinal, os funcionários não costumam sair das organizações, eles deixam seus gerentes.

Se cuidar também é muito importante na luta contra o burnout. Pelo menos até que questões estruturais sejam modificadas, mudanças individuais podem ser eficazes, como falado por mais da metade dos entrevistados. Eles citaram atividades como: meditação, yoga e envolvimento em um hobby.

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O ponto no qual as organizações e os indivíduos podem trabalhar juntos é na criação de modelos positivos que estimulem o bem-estar dos profissionais. Com isso, eles podem fortalecer a camaradagem, o tempo para criatividade e resiliência pessoal. Os líderes podem incentivar o autocuidado, estabelecendo tempo pessoal livre de culpa para os médicos.

Utilizar pesquisas voluntárias regulares para medir como estão a satisfação, o companheirismo e o engajamento pode ser muito útil nesse aspecto. Além disso, coletar e gerenciar métricas sobre a eficiência do uso de EMR também seria interessante para esse projeto.  Avaliações são essenciais para identificar o problema e ver como é possível melhorar. Falando em perspectiva de melhora, dentre os pesquisadores, 60% acredita que o burnout vai piorar nos próximos dois a três anos e 15% dos entrevistados acreditam que a situação vai melhorar nos próximos dois a três anos.

Referência:

https://catalyst.nejm.org/survey-immunization-clinician-burnout/

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2 comentários

  1. Esse assunto deveria ser maia divulgado

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