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medico segurando um bebe nas mãos

Prematuridade e as complicações endócrinas e metabólicas no bebê

Tempo de leitura: 2 minutos.

A prematuridade está associada a altas taxas de complicações endócrinas e metabólicas no bebê. Um artigo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology investigou mais a fundo essa questão.

Para isso, foi realizada uma análise de coorte, incluindo todos os partos que ocorreram entre 1991 e 2013 em um centro terciário regional. Foram excluídas malformações congênitas e gravidezes múltiplas. A idade gestacional após o parto foi subdividida em partos prematuros e a termo (≥ 39 semanas de gestação, grupo de comparação). A morbidade endócrina e metabólica (incluindo diabetes, obesidade, hipoglicemia, hiperlipidemia e hipotireoidismo) do bebê, até 18 anos de idade, foi avaliada de acordo com os documentos de hospitalização.

Durante o período de estudo, 225.260 partos atenderam aos critérios de inclusão. Destes, 24% (n = 54.073) foram pré-termos. A morbidade endócrina e metabólica foi significativamente mais comum no grupo prematuro (0,51% vs 0,41%; p = 0,003); especificamente, sobrepeso e obesidade foram mais comuns (p = 0,002).

As diferenças foram mais proeminentes entre crianças com mais de 5 anos, que apresentaram maiores taxas de diabetes tipo 1 e obesidade quando prematuras (p < 0,05). As curvas de sobrevivência demonstraram maior incidência cumulativa de morbidade endócrina e metabólica total no grupo prematuro.

O parto pré-termo apresentou associação independente com comorbidade endócrina e metabólica infantil a longo prazo (HR = 1,17; IC de 95%: 1,01 a 1,34).

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que partos prematuros estão associados a taxas mais elevadas de morbidade endócrina e metabólica pediátrica a longo prazo, em comparação com partos que ocorrem em uma idade gestacional mais avançada. Os autores explicam que essa associação pode estar relacionada à ausência de maturidade total do eixo hormonal em recém-nascidos prematuros.

Leia mais: ‘Follow-up de prematuros: o que é realmente importante’

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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