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Progesterona vaginal versus intramuscular para prevenção de parto prematuro

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Parto prematuro é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatais. Um trabalho de parto prematuro prévio é o principal fator de risco para novos partos prematuros. As taxas de partos prematuros vêm aumentando sistematicamente nos EUA e fazem dessa população que tem partos prematuros alvo de estudos para que uma intervenção eficaz possa evitar recorrência da patologia em novas gestações.

A progesterona vem sendo estudada desde a década de 50 em mamíferos e seres humanos como capaz de inibir a atividade uterina e prevenir partos prematuros, estudos feitos inicialmente em coelhos.

Atualmente, as várias sociedades ao redor do mundo indicam uso de progesterona para pacientes na prevenção de partos prematuros. Entretanto não existem uniformidade nem unanimidade nos regimes ou vias de administração da droga.

progesterona

Estudo

Assim, foi publicado um estudo no American Journal of Obstetrics & Gynecology em fevereiro de 2022 onde 205 mulheres com gestações únicas foram randomizadas para estudo comparando o uso de progesterona vaginal com uso de progesterona por via intramuscular. Gestações únicas em mulheres com mais de 18 anos de idade, admitidas antes das 24 semanas, com antecedente de parto prematuro (entre 16 semanas e 36 semanas 6 dias) que ainda não tenham feito uso de progesterona na gravidez atual.

Excluíram-se aquelas que tivessem alergia a progesterona, alguma contraindicação ao uso da progesterona, placenta prévia ou acreta, gestações múltiplas ou com deformidades fetais conhecidas, corioamnionite ou amniorrexe prematura.

O grupo que recebeu progesterona vaginal recebeu 200 mg progesterona em cápsulas vaginais uma vez ao dia à noite iniciando entre 16 e 23 semanas 6 dias. Já o grupo intramuscular recebeu doses semanais de 250 mg de 17-OHPC no mesmo período gestacional. Ambos os grupos foram medicados até 36 semanas 6 dias ou até que acontecesse o parto.

O desfecho primário estudado foi a ocorrência de parto antes de 37 semanas. Outras avaliações como aderência e satisfação do uso, APGAR de 5º minuto, peso ao nascimento, taxa de admissão em unidades cuidados intensivos. Pacientes com os colos menores que 25 mm no segundo trimestre eram incluídas no estudo para estudo de desfecho secundário.

Leia também: Intervenções para prevenção de parto prematuro em gestações únicas de alto risco

O uso de progesterona vaginal não reduziu o risco de novos partos prematuros comparado com 17 OHPC. Entretanto o grupo da progesterona vaginal apresentou um tempo de latência maior (período entre diagnóstico de trabalho de parto e o parto propriamente dito). Esses resultados foram consistentes com as metanalises prévias. Apesar das limitações do estudo como falta de comparação de doses da progesterona vaginal, realização de cerclagem em algumas pacientes, desconhecimento da real farmacologia da progesterona por via vaginal no parto prematuro, duas importantes considerações devem ser mencionadas:

  • Progesterona vaginal é uma via bem aceita para substituir o uso de 17-OHPC.
  • O acesso à medicação (progesterona vaginal) é um fator importante que seja o mais breve possível e determinante do sucesso. Algumas pacientes retardaram o início por dias e pode ser um fator prejudicial para a gravidez em curso.

Referências bibliográficas:

  • Boelig RC, Schoen CN, Frey H, Gimovsky AC, Springel E, Backley S, Berghella V. Vaginal progesterone vs intramuscular 17-hydroxyprogesterone caproate for prevention of recurrent preterm birth: a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol. 2022 Feb 19:S0002-9378(22)00115-6. doi: 10.1016/j.ajog.2022.02.012. Epub ahead of print. PMID: 35189093.
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