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imagem de um cérebro com hemorragia

Prognóstico do AVC em pacientes lúpicas é pior que na população geral

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Em artigo do Journal of Rheumatology, pesquisadores investigaram a mortalidade e o comprometimento funcional após o acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES).

Usando a base de dados nacionais da Suécia, pesquisadores identificaram 423 indivíduos com LES e 1.652 pessoas sem LES, que tiveram um primeiro AVC isquêmico ou hemorrágico (1998-2013). Os participantes foram acompanhados por 1 ano ou até a morte por qualquer causa.

Um ano após o AVC, 22% dos pacientes com LES morreram, versus 16% daqueles sem LES. Após o AVC isquêmico, os pacientes com LES apresentaram maior risco de morte (HR = 1,85; IC de 95%: 1,39 a 2,45), que diminuiu após o controle de comorbidades relacionadas ao lúpus (HR = 1,41; IC de 95%: 1,04 a 1,91).

O comprometimento funcional aos 3 meses em pacientes com LES foi quase duas vezes maior (HR = 1,73; IC 95%: 1,16 a 2,57). Após o AVC hemorrágico, os pacientes com LES tiveram um HR de 2,30 (IC de 95%: 1,38 a 3,82) para mortalidade.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o prognóstico do AVC em pacientes lúpicas é pior do que na população geral. Por isso, é necessária uma mudança de foco para a funcionalidade do paciente e prevenção de AVC.

Veja também: ‘Manejo do LES: veja os keypoints da nova diretriz’

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Mortality and Functionality after Stroke in Patients with Systemic Lupus Erythematosus. The Journal of Rheumatology November 2017, 44 (11) 1590-1596; DOI: https://doi.org/10.3899/jrheum.170241

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