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Psoríase: Anvisa aprova novos medicamentos

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Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) anunciou a aprovação de duas opções de medicamentos para o tratamento de psoríase no mercado brasileiro: tremfya (guselcumabe) e otezla (apremilaste).

Tremfya (guselcumabe)

É indicado para o tratamento de pacientes adultos com psoríase moderada a grave que são candidatos à terapia sistêmica ou fototerapia. É um medicamento imunossupressor que funciona atuando nas causas da doença inflamatória, exercendo efeitos clínicos na psoríase em placas por meio do bloqueio de uma citocina chamada IL-23 (proteína envolvida na regulação da resposta inflamatória e da imunidade).

Otezla (apremilaste)

É um medicamento sintético novo, destinado ao tratamento da psoríase crônica em placas, moderada a grave. É indicado para pacientes adultos que não responderam, têm contraindicação ou são intolerantes a outras terapias sistêmicas incluindo ciclosporina, metotrexato ou psoraleno e luz ultravioleta A (PUVA). Além disso, poderá ser usado em adultos com artrite psoriática em monoterapia ou em associação com medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (Disease Modifying Antirheumatic Drugs – DMARDs).

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Sobre a psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica comum da pele, mais comumente caracterizada por placas eritematosas bem demarcadas, associada a uma variedade de comorbidades. Outras apresentações, como psoríase gutata, pustular, eritrodérmica, inversa e ungueal também ocorrem. A maioria dos casos pode ser tratada em ambulatório. Apresentações raras e com risco de vida são muito menos comuns do que no passado, devido aos muitos medicamentos sistêmicos altamente eficazes disponíveis atualmente para o tratamento da psoríase grave.

A doença afeta acima de 2,5% da população mundial. No Brasil, a prevalência é de aproximadamente 1,5%. Em torno de 30% dos indivíduos desenvolvem artrite (inflamação nas articulações) e mais de 60% têm comprometimento e alterações das unhas. A doença afeta igualmente ambos os sexos.

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Autora:

Dayanna de Oliveira Quintanilha

Médica no Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: dayquintan@hotmail.com

Referências:

Um comentário

  1. oi, esses novos medicamentos tem algum efeito colateral? e se agente parar de usar por alguma razão pode haver recidiva ou o efeito rebote em piora a doença?

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