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Qual a melhor carga horária para o residente?

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Quando se trata do trabalho dos residentes, existe grande preocupação em relação a sua carga horária. A principal problemática é a relação entre os horárias inflexíveis e como isso pode afetar o treinamento deles. Pensando nisso, esse estudo publicado no The New England Journal of Medicine, busca pensar na melhor carga horária do residente.

Métodos

No estudo foram distribuídos aleatoriamente 63 internos do Programas de Residência nos Estados Unidos. Eles vieram de dois grupos: os regidos pelas políticas padrão de horas de trabalho de 2011 do Conselho de Credenciamento para Educação Médica de Pós-Graduação (ACGME) e os que são regidos por políticas mais flexíveis que não especificam limites de duração de turno ou que não determinam folga obrigatória entre turnos.

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Medidas de experiência educacional incluíram observações das atividades dos residentes (residentes do primeiro ano); pesquisas com internos, residentes e professores; e pontuação de exames internos.

Resultados

Não houve diferenças significativas entre os grupos em relação à média de tempo que os internos gastaram em atendimento direto ao paciente e na sua educação e nem na percepção dos formandos sobre um equilíbrio apropriado entre demandas clínicas e tempo de estudo (desfecho primário para satisfação do formando com educação; taxa de resposta, 91 %).

Outro ponto onde não ocorreu grandes divergências foram nas avaliações dos diretores do programa e do corpo docente sobre se a carga de trabalho dos formandos excedeu sua capacidade (resultado primário para a satisfação do corpo docente com a educação; taxa de resposta, 90%).

Outra pesquisa de internos (taxa de resposta, 49%) revelou que aqueles em programas flexíveis eram mais propensos a relatar a insatisfação com múltiplos aspectos do treinamento, incluindo qualidade educacional (razão de probabilidade, 1,67; 95% intervalo de confiança [IC], 1,02-2,73) e bem-estar geral (razão de probabilidade, 2,47; IC 95%, 1,67 a 3,65).

Rotina de residente: quando as horas mais desgastam do que preparam

Em contraste, diretores de programas flexíveis tinham menos probabilidade de relatar insatisfação com múltiplos processos educacionais, incluindo o tempo para o ensino à beira do leito (taxa de resposta, 98%; razão de probabilidade, 0,13; IC95%, 0,03 a 0,49). As pontuações médias (porcentagem de respostas corretas) nos exames em treinamento foram 68,9% em programas flexíveis e 69,4% em programas padrão. A diferença não atingiu a margem de não inferioridade de 2 pontos percentuais (diferença, -0,43; IC 95%, -2,38 a 1,52; P = 0,06 para a não inferioridade).

Conclusões

O estudo não percebeu diferença significativa na proporção de tempo que os médicos internos gastaram em atendimento direto ao paciente e educação entre programas com políticas de horas de serviço padrão e programas com políticas mais flexíveis.

Internos em programas flexíveis estavam menos satisfeitos com sua experiência educacional do que os do grupo de horário padrão, mas os diretores do programa estavam mais satisfeitos.

Referência:

* N Engl J Med 2018; 378:1494-1508 – DOI: 10.1056/NEJMoa1800965

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