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Residência em uma instituição pública ou privada? Qual escolher?

Tempo de leitura: 2 minutos.

A residência médica ou pós-graduação são os únicos caminhos a serem percorridos pelo médico para alcançar a desejada especialização e assim poder trabalhar na área que mais o agrada.

Nos últimos anos os hospitais públicos, inclusive os universitários, têm sofrido com a escassez de dinheiro e o descaso das autoridades, fato esse que afetou direta e indiretamente a residência fazendo com que muitos de nós fossemos obrigados a procurar o âmbito privado para garantir uma especialização de qualidade.

Sabemos que além do academicismo nato dos hospitais universitários, os residentes oriundos dessas instituições geralmente têm completo domínio teórico e, não raro também, são familiarizados com doenças incomuns e situações complexas. Uma outra grande vantagem é o poder da decisão médica estar inteiramente nas suas mãos e você não precisar seguir uma conduta que talvez não seria fidedignamente igual a sua.

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Entretanto, uma infraestrutura precária e a falta de insumos são questões que diariamente atrapalham nosso processo de aprendizado, muitas vezes lentificando nosso manejo de um paciente ou simplesmente nos deixando de mãos atadas frente a uma situação.

Por outro lado, a instituição privada fornece todos os recursos e elementos necessários para a condução do caso. Todavia, isso não significa que o hospital tenha muito bem configurado o papel do médico residente e é importante sempre se ressaltar suas devidas funções e objetivos.

A verdade é que quando se trata de residência médica não ha nível de administração melhor que outro. O importante é escolher uma que se adapte ao seu perfil e que, principalmente, te consolide para seus objetivos.

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3 Comentários

  1. Rogério Lopes

    Lugar de aprender é na escola, residência é aprendizado com a prática . Os hospitais de ensino ( universitários ) são os que deveriam ensinar melhor. Devem ter a melhor residência .
    Os privados visam lucro em demasia e exploram o residente como mão de obra barata. Os mantidos por convênios medicos, são os piores , pois servem á pior medicina praticada no país . Os públicos , apesar das dificuldades, são mais dignos e” honestos”. Cuidado com as exceções !

    • Adriano Velloso
      Adriano Velloso

      Prezado Rogério,
      Concordo com você, residência é para se aprender na prática mesmo. Porém os hospitais públicos têm sido bastante prejudicados com o descaso de nossas autoridades e a falta de insumos, incluindo os universitários. Isso culminou numa maior procura por especialização médica em hospitais de âmbito privado.
      O importante é o médico residente realmente estar consolidando o seu conhecimento seja qual for sua instituição escolhida!
      Obrigado pelo comentário.

    • A residência deve formar o especialista. Isso inclui prática e teoria. Esse negócio de aprender na prática é parte de uma cultura imbecil que impera nas residências para camuflar dos próprios residentes o fato de eles serem, na maioria dos serviços, apenas uma mão de obra qualificada barata. Ou seja, mero tocadores de ficha. Pense desse jeito e será um mero técnico; uma marionete do sistema. Depois da residência precisará gastar mui6o mais dinheiro em livros, cursos e congressos para tirar o atraso de só ficar tocando ficha. O contrato invisível que regem a maioria das residências no Brasil é o seguinte: O preceptor e staffs fingem que ensinam e você finge que aprende. Em troca desse “conhecimento” você faz o papel de idiota e secretário tocando ficha, preenchendo papéis, sendo menino(a) de recados e babá dos pacientes. Sem autonomia nenhuma para desenvolver suas potencialidades profissionais. Achou absurdo o q escrevi? Termine sua residência então, comece a trabalhar por sua conta e depois de uns 3 anos conversamos. Abraço!

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