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Reversão da esterilização feminina: qual método é mais eficaz?

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A esterilização feminina é um dos métodos contraceptivos mais comuns. Um pequeno número de mulheres, no entanto, realizam a reversão do procedimento de esterilização depois de sentir arrependimento. Os procedimentos podem ser realizados por laparotomia ou laparoscopia, com ou sem assistência robótica. Outra alternativa comumente utilizada é a fertilização in vitro (FIV).

Recentemente, uma revisão sistemática e metanálise foi publicada com o objetivo de avaliar os resultados de fertilidade dos diferentes métodos cirúrgicos disponíveis para a reversão da esterilização feminina em comparação com a FIV. Adicionalmente, foram avaliados os fatores prognósticos para o sucesso da concepção.

Foram avaliados os seguintes bancos de dados: PubMed, Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) e The Cochrane Gynecology e Fertility Trials para estudos randomizados e não-randomizados sobre reversão de esterilização até julho de 2016.

Foram incluídos 37 estudos que investigaram um total de 10.689 mulheres. A maioria dos estudos foram estudos observacionais retrospectivos de qualidade moderada, e não foram encontrados ensaios clínicos randomizados.

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A taxa agrupada de gestação após reversão de esterilização foi de 42-69%, com heterogeneidade observada a partir dos diferentes métodos utilizados. A taxa de gravidez ectópica relatada foi de 4-8%. A idade da mulher foi o único fator prognóstico que afetou a chance de concepção.

Em mulheres esterilizadas que sofrem arrependimento, a reanastomose tubária ou reversão de laqueadura tubária é um tratamento eficaz, especialmente em mulheres mais jovens. No entanto, há uma necessidade de ensaios clínicos randomizados comparando as taxas de sucesso e os custos da reversão cirúrgica com a FIV.

Autora:

Referência:

  • Jacoba A.H. van Seeters, Su Jen Chua, Ben W.J. Mol, Carolien A.M. Koks; Tubal anastomosis after previous sterilization: a systematic review. Hum Reprod Update 2017 1-13. doi: 10.1093/humupd/dmx003

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