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Rinossinusite é a queixa pediátrica mais comum após mudança de tempo

Tempo de leitura: 2 minutos.

Nessa época do ano as  infecções de vias aéreas superiores são as principais causas de consultas médicas e absenteísmo escolar e ao trabalho. Isso ocorre por causa do clima instável e seco. Apesar de comuns são corriqueiramente conduzidas de forma inadequada na atenção básica, culminando em superlotação nos serviços de urgência e emergência pediátrica.

A grande representante dessas patologias é a rinossinusite viral que engloba tanto o resfriado comum quanto a gripe.  Entretanto, a diferenciação entre ambas é difícil, mas o primeiro tende a ser um quadro mais gradual e com menos sintomas sistêmicos que o último. Os principais agentes etiológicos envolvidos são: rinovírus, adenovírus, vírus sincicial respiratório, parainfluenza, influenza.

Estes agentes atuam provocando infecção e inflamação autolimitada – duração em geral de 10 dias – da mucosa nasossinusal levando aos sinais e sintomas característicos desse quadro que são: odinofagia (com frequência é o primeiro sintoma a surgir), coriza ou secreção nasal mucopurulenta (característica não patognomônica de quadro bacteriano), congestão nasal, espirros, tosse (o sintoma que mais tardiamente desaparece). Outros sintomas sistêmicos: cefaleia, dor facial, mialgia, hiporexia, mal-estar.

O diagnóstico é clínico, dispensando a realização de exames de imagem, como radiografia de seios da face. Exceto quando os sintomas persistem apesar de tratamento adequado, quando, então, pode ser indicada a realização de tomografia de seios da face, para diagnósticos diferenciais.

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O tratamento é de suporte com limpeza da região nasal com soro fisiológico, uso de analgésicos/antipiréticos e anti-histamínicos. O uso de descongestionantes orais ou tópicos pode ser feito por tempo limitado, mas evitado em menores de dois anos de idade. Alguns pacientes se beneficiam do uso de corticoide nasal tópico. O uso de antibióticos fica reservado, principalmente, aos casos de complicação da rinossinusite viral, como otite média aguda, rinossinusite bacteriana aguda, faringoamigdalite, laringite, exacerbação da asma, bronquiolite, pneumonia.

É importante estar atento aos sinais de alarme/gravidade, sobretudo, em se tratando das crianças: a taquidispneia, letargia, recusa alimentar, otalgia, desconforto respiratório, febre e secreção nasal mucopurulenta persistentes. Esses podem indicar que o simples resfriado comum pode estar evoluindo para alguma das complicações supracitadas, necessitando, portanto, de tratamento diferenciado.

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Referências:

  • Guideline IVAS. Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.
  • Tratado de Pediatria. SBP. 4ª edição. 2017.

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