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Rotina fixa de trabalho ajuda a ter prática regular de exercício físico

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Tempo de leitura: 3 minutos.

As pessoas que têm uma rotina fixa de trabalho fazem mais exercícios físicos e têm maior probabilidade de obter as quantidades mínimas recomendadas de atividade semanal. Essa informação veio de um pequeno estudo americano.

Entre 375 pessoas que perderam peso e o mantiveram fora por, no mínimo, um ano, as que normalmente trabalhavam na mesma hora todos os dias tinham em média 350 minutos de exercício por semana, contra 285 minutos para aquelas com horários de exercício inconsistentes.

Mais de dois terços dos participantes do estudo trabalharam em horários consistentes do dia, principalmente, na parte da manhã, segundo relataram os autores do estudo.

“Em média, aqueles com altos níveis de atividade física têm uma consistência com sua rotina. Isso inclui encontrar um tempo ideal para realizar sua rotina diária”, informam os pesquisadores do Centro de Pesquisas do Weight Control & Diabetes Research Center, em Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos.

A maioria das diretrizes recomenda, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada a vigorosa para a saúde e 250 minutos por semana para manter a perda de peso a longo prazo. Formar um “hábito” de exercício é, provavelmente, a melhor maneira de atender às recomendações, escrevem eles.

Saiba mais: Conheça efeitos dos exercícios na saúde a curto, médio e longo prazos

Os pesquisadores analisaram dados sobre adultos norte-americanos no National Weight Control Registry, que perderam 30 quilos ou mais, mantiveram essa perda de peso a longo prazo e responderam a um questionário anual em 2018. Em meio a uma ampla gama de perguntas, os participantes foram questionados. sobre os seus hábitos de exercício, incluindo os tipos, horários e locais da atividade física durante a semana.

Todos relataram fazerem atividades de intensidade moderada a vigorosa mais de dois dias por semana. A equipe do estudo agrupou os horários dos exercícios no início da manhã (4h às 9h), no final da manhã (das 9h às 12h), da tarde (das 12h às 17h) ou no período da tarde (das 17h às 4h).

Eles descobriram que 68% dos participantes relataram um tempo de treino consistente e quase metade dessas pessoas eram praticantes de exercícios físicos de manhã cedo. Enquanto a quantidade de exercício que as pessoas obtiveram, em média, não diferiu na hora do dia em que elas se exercitaram, aquelas que trabalharam em horários consistentes tiveram uma média maior de tempo total de exercício por semana.

Aqueles com um tempo de treino consistente também foram mais propensos a atingir a diretriz semanal de 250 minutos para a manutenção da perda de peso.

Harriet Wallberg, do Karolinska Institutet, em Estocolmo, acredita que estudos adicionais devem ser realizados. Isso porque este estudo incluiu um grupo de pessoas altamente motivadas que já perderam peso e o mantiveram por anos. Então é importante trabalhar com aqueles que são habitualmente inativos, mas em risco de obesidade, diabetes e hipertensão. Ela não estava que não esteve envolvida no estudo. 

“O tempo de duração do exercício (manhã versus noite) parece ter um efeito sobre o controle da glicemia em pessoas com diabetes que podem diferir da população não diabética. Além disso, com algumas formas de exercício (treinamento de alta intensidade), a tarde parece ser mais eficaz na manutenção do controle glicêmico”, observou Harriet Wallberg.

“Como a falta de tempo para o exercício físico é uma das barreiras mais comuns à atividade física, encontrar o momento certo para se exercitar diariamente pode ser a resposta”, observou Amanda Rebar, da Universidade Central de Queensland, em Rockhampton, na Austrália, que também não esteve envolvida no estudo.

“Quando os hábitos se formam, eles facilitam o exercício físico constante de cada dia porque, em vez de ser uma decisão nova todos os dias, é só fazer o que você faz todos os dias naquele momento. Com o tempo, ficará mais fácil”, disse Amanda Rebar.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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