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Saiba como é a prevenção da morte súbita no esporte

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Nos depararmos com a notícia de que uma vida foi perdida durante a prática de esportes como aconteceu recentemente na volta da Pampulha em Belo Horizonte gera um sentimento muito antagônico. O esportista é o maior símbolo de saúde na cabeça da maioria das pessoas. Mas por que casos de morte súbita como esses acontecem?

A morte súbita relacionada ao exercício, apesar de rara, pode acometer desde atletas de alto rendimento, até praticantes eventuais de exercícios. Nos jovens, a morte súbita em cerca de 90% dos casos é secundária a alguma alteração estrutural ou arritmogênica do coração, que leva à parada cardíaca.

As estatísticas brasileiras mostram que as principais causas documentadas neste grupo são as doenças congênitas do coração. Dentre elas, a mais frequente é a cardiomiopatia hipertrófica, representando cerca de 36% dos casos, seguida pela origem anômala de coronária, com cerca de 17% dos casos.

Já nos indivíduos com mais de 35 anos de idade, a principal causa de morte súbita é a doença arterial coronariana, manifesta por infarto agudo do miocárdio.

O exercício intenso em um indivíduo portador de patologia cardíaca – mesmo que ainda não tenha sido identificada ou manifesta por meio de sintomas – parece funcionar como gatilho para desencadear a parada cardíaca.

Leia mais: Saiba tudo sobre Morte Súbita no episódio especial do nosso PEBMedCast

As melhores evidencias científicas atuais indicam que as causas descritas acima, podem, em sua maioria, ser detectáveis por meio de uma boa avaliação médica e, quando necessário, de exames complementares que serão definidos de acordo com as características individuais do atleta, com o histórico familiar e com a atividade física que ele se propõe a fazer.

Tal avaliação, feita de forma criteriosa e por profissionais habilitados, é capaz de detectar a maioria das doenças que podem trazer complicações durante a atividade física, permitindo a definição da elegibilidade para determinado exercício ou esporte e proporcionando a prática segura do exercício.

A avaliação pré-participativa em exercício dá 100% de garantia de prevenção da morte súbita nessa população? Infelizmente não. Existem casos em que, mesmo lançando mão de exames complementares, a propensão a determinadas doenças pode não ser detectada. Nesses casos, a recomendação é que sejam cumpridas as orientações de segurança em relação à prática de exercício e que reavaliações periódicas sejam realizadas.

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