Página Principal > Cardiologia > Saiba como identificar Endocardite Infecciosa no paciente
Endocardite Infecciosa:

Saiba como identificar Endocardite Infecciosa no paciente

Essa semana no Portal da PEBMED falamos de Endocardite Infecciosa: é possível fazer a transição para terapia VO?. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, separamos os critérios sobre apresentação clínica e abordagem diagnóstica da Endocardite Infecciosa.

Veja as melhores condutas médicas no Whitebook Clinical Decision!

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Fatores de risco: Prótese valvar (principal fator de risco individual); Uso de drogas endovenosas (pp. por
S. aureus); Doença cardí­aca estrutural (lesão reumática; prolapso de valva mitral; cardiopatias congênitas;
hipertrofia de septo interventricular; coarctação de aorta); Imunosupressão; Endocardite prévia; Má higiene dentária.

Quadro Clí­nico:

    Quadro mais exuberante na endocardite aguda, quadro mais arrastado na endocardite subaguda:

    • Sí­ndrome febril: Febre com calafrios e sudorese associadas;
    • Sopro cardí­aco: Novos sopros ou mudança de sopros prévios, principalmente no quadro agudo;
    • Esplenomegalia: Principalmente na forma subaguda;
    • Fenômenos embólicos: Petéquias; nódulos de Osler; lesões de Janeway; hemorragia intracraniana; embolia séptica;
      manchas de Splinter (hemorragias subungueais);
    • Fenômenos imunológicos: Poliartralgia; manchas de Roth; glomerulonefrite; baqueteamento digital; nódulos
      de Osler.

Associações Comuns:

  • Endocardite em usuário de drogas IV (pp. em valva tricúspide):
    Staphylococcus aureus;
    Pseudomonas aeruginosa;
    Candida;
  • Endocardite por Enterococos: Relação com manipulação do trato geniturinário;
  • Endocardite por
    Streptococcus bovis:
    Relação com malignidade do trato gastrointestinal e pólipos colônicos (indicada colonoscopia);
  • Endocardite com hemoculturas negativas: Grupo HACEK (
    Haemophylus, Actinobacillus, Cardiobacterium hominis, Eikenella corrodens, Kingella kingae). Podem demorar
    de 14-21 dias para crescer em meio de cultura.

O diagnóstico envolve critérios clí­nicos, laboratoriais e o ecocardiograma. O diagnóstico pode ser fechado a partir
dos critérios de Duke (vide tópico “Critérios de Duke”).Exames laboratoriais de rotina: Hemograma completo; ureia, creatinina e glicose; eletrólitos; coagulograma; VHS; EAS; eletrocardiograma e radiografia de tórax.Hemoculturas: Mí­nimo de 3 pares de culturas, sendo 2 amostras de sí­tios diferentes, e intervalo entre os pares
de 1 hora. Cada par consiste de um balão aeróbico e outro anaeróbico, com 10 mL de sangue venoso em cada. Deve-se informar ao laboratório sobre a possibilidade de germe de crescimento lento.Ecocardiograma: Está sempre indicado em suspeita de endocardite. Em pacientes com valva nativa, opta-se por ecocardiograma transtorácico (ETT), reservando o transesofágico (ETE) para casos de dúvidas diagnósticas (ETT inconclusiva ou negativa em paciente com alta suspeita clí­nica), quadros graves com suspeita de complicações ou com piora clí­nica. Quando ETE é negativo, e o paciente continua tendo como principal hipótese diagnóstica EI, deve-se solicitar um segundo exame em 2-7 dias, buscando evidenciar a presença da vegetação. Um segundo exame negativo torna esta hipótese pouco provável.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

Um comentário

  1. ANGELA VON NOWAKONSKI

    Não é necessário se esperar 1 hora entre as coletas de hemocultura. O necessário é que cada amostra seja precedida de um procedimento de: apos a escolha da veia a ser puncionada, lavagem de mão, calçamento de luvas de procedimento etc.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.



Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.