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Morcego é uma das espécies que podem transmitir raiva humana, motivo do alerta de saúde.

Saúde emite alerta para municípios do RJ após caso de óbito por raiva humana

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) emitiu um alerta para os municípios sobre a ocorrência de um caso de óbito por raiva humana em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Razão do alerta para raiva humana

Segundo a pasta, a vítima é um adolescente de 14 anos, que foi mordido por um morcego no final de janeiro e morreu no fim de março. O estado não registrava nenhum óbito pela doença desde 2006. Morador de uma comunidade rural, o jovem foi infectado ao tentar matar um morcego que encontrou caído no chão de um curral. O animal reagiu e o mordeu.

Ainda de acordo com a Secretaria, o adolescente não retornou à unidade de saúde para tomar as doses da antirrábica. No dia 22 de fevereiro, a vítima começou a apresentar sintomas, sendo internada no dia 7 de março. Cinco dias depois, a vítima foi transferida para a UTI do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), já com suspeita de raiva humana.

A confirmação do diagnóstico foi realizada no dia 20 de março através do exame. O jovem veio óbito no dia 30 do mesmo mês.

A SES informou que, após a confirmação do caso, foi encaminhado informe aos municípios alertando sobre os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS), para evitar outros casos de raiva no estado do Rio de Janeiro.

Falta de vacina antirrábica animal no país

Em uma reunião realizada no dia 10 de junho, com representantes das 92 secretarias municipais do estado, foi escrito um alerta sobre os protocolos de segurança e a necessidade de manter as equipes de vigilância locais capacitadas.

A pasta ainda destacou que há indicativo no Ministério da Saúde e que acontecerá o envio de vacina antirrábica animal para realização da campanha até novembro deste ano.

O documento “Alerta Raiva 001/2020 – Medidas de Prevenção da Raiva Humana Dirigidas à População do Estado do Rio de Janeiro” informa que há desabastecimento do estoque de vacina e soro antirrábicos para humanos no país.

Leia também: Guia rápido do atendimento à mordedura no plantão

Raiva humana

A raiva humana voltou a ser registrada no estado do Rio de Janeiro, que não tinha casos desde 2006.

Casos de raiva em humanos são extremamente raros, mas não podem ser negligenciados, pois provoca encefalomielite e mata 99,9% das vítimas após a manifestação dos sintomas. Somente a vacina e o soro podem bloquear o vírus e evitar óbitos.

Em todo o mundo, há apenas cinco indivíduos que sobreviveram à doença. Duas no Brasil. Todas apresentaram sequelas graves.

Nas pessoas, a raiva se manifesta com uma sensação de mal-estar, elevação de temperatura, falta de apetite, cefaleia, enjoos, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. A vítima sente dor, queimação e formigamento no local da mordedura, que duram de dois a quatro dias.

A infecção progride com manifestações de ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, delírios, espasmos musculares involuntários e/ou convulsões.

Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquidos, apresentando produção excessiva de saliva, fluindo para fora da boca.

Esses espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e constipação intestinal. Ainda é observada sensibilidade a luz e a sons, medo de correntes de ar e de água, além da dificuldade para engolir.

Orientações

Segundo o alerta, o vírus da raiva continua presente no estado, causando a raiva em número significativo de bovinos e equinos, que são infectados por morcegos hematófagos. O morcego, no momento, vem sendo fator de grande preocupação, uma vez que ações antropogênicas levaram a alterações no ecossistema e à urbanização desta espécie.

O texto destaca ainda que morcegos-vampiros podem formar colônias mistas com os que se alimentam de frutas nas cidades e que qualquer contato com eles deve ser comunicado aos serviços de vigilância sanitária.

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Referências bibliográficas:

Um comentário

  1. Avatar
    Jones Corrêa

    Excelente post.

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