Enfermagem

Surto de gripe no Rio de Janeiro: uma breve reflexão

Tempo de leitura: 3 min.

A cidade do Rio de Janeiro e a região metropolitana do estado tem enfrentado um surto de infecções respiratórias causadas pelo vírus influenza H3N2. Além desse vírus, as crianças tem sofrido mais infecções por vírus sincial respiratório, parainfluenza, adenovírus entre ouros. Afinal, por que um surto de gripe em pleno verão tropical? A vacina da gripe previne a infecção?

O contexto

Antes de mais nada, é importante avaliarmos o contexto social que vivemos nos últimos 22 meses, onde o uso de máscara em ambientes fechados era compulsório, o distanciamento social recomendado e o uso de solução alcoólica para higienização das mãos foi popularizado. Esses novos hábitos, levaram, não só à diminuição da circulação do novo coronavírus, mas como a circulação de todos os vírus que causam infecções respiratórias, de modo que aquele período de contaminação endêmica nos invernos brasileiros não ocorreu e acabou ocorrendo agora, principalmente com as sucessivas flexibilizações em decorrência do momentâneo controle da pandemia (segundo os números no Brasil, mas a variante ômicron pode mudar esse cenário). 

As vacinas que o estado tem oferecido, foram vacinas que sobraram da campanha de vacinação contra a gripe desse ano, produzida com uma cepa diferente da cepa que vem causando esse surto, entretanto estudos precisam ser realizados para avaliar a eficácia cruzada. 

As recomendações para a prevenção são semelhantes às medidas contra a Covid-19: uso de máscara em ambientes fechados, uso de álcool para higienizar as mãos, isolamento domiciliar de pessoas contaminadas e medidas de etiqueta sanitária.

Pessoas do grupo de risco (idosos, gestantes, crianças abaixo de cinco anos, pessoas com comorbidades, pessoas imunossuprimidas) devem buscar atendimento aos primeiros sintomas, porque, diferente da Covid-19, há tratamento medicamentoso específico com oseltamivir, que pode ser prescrito segundo avaliação médica.

Referências bibliográficas:

  • Dados extraídos do portal InfoGripe/FIOCRUZ. http://info.gripe.fiocruz.br/ Sanz I, Perez D, Rojo S et al. Las coinfecciones entre gripe y otros virusrespiratorios están asociadas a los niños. Anales de Pediatría. 2020 
  • Ignacio-Torres Marina, Hornero-López Ana, Jiménez-Martínez Emilio, Adamuz Jordi. Incidencia, características y medidas aplicadas en pacientes con gripe A (H1N1) en el contexto hospitalario durante el periodo 2016-2018. Enferm. glob.  [Internet]. 2021  [citado  2021  Dic  06] ;  20( 63 ): 162-179 

      

Compartilhar
Publicado por
Juan Carlos Silva Araujo

Posts recentes

Hiperprolactinemia: pontos de atenção [podcast]

A hiperprolactinemia é um aumento de prolactina circulante. Ouça o episódio e saiba os pontos…

5 horas atrás

Aférese terapêutica no ambiente da terapia intensiva: uma revisão narrativa

Neste artigo, focamos na análise da plasmaférese terapêutica (TPE), que é a retirada de plasma…

6 horas atrás

A relação entre Covid-19 e amamentação

Estudos comprovam que mães que já tiveram Covid-19 protegem o lactente do vírus ao transmitir…

7 horas atrás

Os oito subtipos clínicos de pacientes pediátricos com obesidade

A obesidade é uma questão de abrangência mundial. Conheça estudo que classifica os subtipos de…

8 horas atrás

Fatores relacionados à função física um ano após artroplastia total de joelho

Um estudo analisa os fatores associados ao pós-operatório da artroplastia total de joelho em pacientes…

9 horas atrás

Midazolam ou dexmedetomidina intranasais na anestesia pediátrica: Qual apresenta menos eventos adversos?

Um estudo teve o objetivo de avaliar a eficácia do uso intranasal de midazolan e…

10 horas atrás