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Tempo de administração de epinefrina em PCR em ritmos não chocáveis: existe relação?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Vários estudos defendem a administração precoce da epinefrina no ambiente extra-hospitalar em casos de parada cardiorrespiratória (PCR) em ritmos chocáveis, porém os efeitos dessa administração em ritmos não chocáveis ainda não estão claros. Existe relação entre administração precoce da epinefrina e sobrevivência neste segundo contexto? A revista Circulation da American Heart Association fez um estudo prospectivo muito interessante para nos ajudar a responder esta questão.

Métodos

O estudo foi baseado em uma rede de pesquisas que incluía pacientes de todas as idades com PCR tratados por serviço de emergência em ritmos iniciais não chocáveis. A rede inclui 10 regiões da América do Norte (sete nos Estados Unidos e três no Canadá), 260 agências de emergência e 287 hospitais participantes, atendendo uma população combinada de aproximadamente 24 milhões de pessoas.

A exposição primária foi o tempo (minutos) desde a chegada da primeira agência de emergência à primeira dose de epinefrina. A exposição secundária foi a hora de aplicação da epinefrina dicotomizada como “cedo” (<10 minutos) ou “atrasada” (≥ 10 minutos). O desfecho primário foi a sobrevivência hospitalar.

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Resultados

epinefrina tempo

Foram 55.568 casos de PCR tratados por serviço de emergência em ambiente extra-hospitalar, desses 32.101 pacientes com ritmos iniciais não chocáveis foram incluídos. Havia 12.238 no grupo “adiantado”, 14.517 no grupo “atrasado”, e 5.346 não tratados com epinefrina. Depois de ajustar para possíveis fatores de confusão, cada minuto de atraso a partir da chegada da equipe até a administração de epinefrina foi associado a uma diminuição de 4% na probabilidade de sobrevivência para adultos. Uma análise de subgrupos (n = 13.290) examinando desfechos neurológicos mostrou uma associação semelhante.

Quando a adrenalina foi administrada “tarde”, comparativamente a “cedo”, as probabilidades de sobrevivência foram menores em 18%. Em uma análise pediátrica (n = 595), a probabilidade de sobrevida foi 9% menor para cada minuto de atraso na epinefrina.

Conclusões

Entre as PCR com ritmos iniciais não-chocáveis, a maioria dos pacientes recebeu epinefrina> 10 minutos após a chegada da equipe. Cada minuto de atraso na administração de epinefrina foi associada a uma diminuição da sobrevivência e resultados neurológicos desfavoráveis.

Considerando os resultados encontrados neste estudo, que teve uma amostra considerável de participantes, as equipes de emergência devem considerar estratégias para reduzir os tempos de administração de epinefrina em pacientes com ritmos iniciais não-chocáveis.

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