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**Texto escrito com colaboração de Rafael Rodrigues Polakiewicz: Doutorando em ciências do cuidado em saúde -UFF, Mestre em ciências do cuidado em saúde – UFF, Especialista em atenção psicossocial.

O trabalho possui papel fundamental na dinâmica do desenvolvimento afetivo entre as pessoas, ainda pode estar relacionado como fonte de prazer, saúde e bem-estar se realizados em condições favoráveis. Porém, um trabalho carente de suporte social, sem reconhecimento ou que seja fonte de risco à integridade física ou mental, poderá resultar em sofrimento psíquico ao trabalhador.

No contexto atual de reestruturação dos modos de produção, percebe-se um aumento na precarização do trabalho aos quais incluem fatores a serem enfrentados pelos trabalhadores, como: flexibilização, intensificação do trabalho (produzir mais em menos tempo), perda de direitos trabalhistas, fragmentação do mercado de trabalho, downsizing (redução da empresa com demissão de trabalhadores) e terceirização, contratos temporários e insegurança no trabalho, maior carga de trabalho, aumento da pressão, e um nítido desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Com as diversas mudanças no mundo do trabalho, algumas consequências vieram à tona, trazendo uma série de exigências, maior pressão por metas e cobranças quantitativas ao cotidiano do trabalhador, tornando o ambiente de trabalho um risco para sua saúde e qualidade de vida, visto que o trabalhador na maioria das vezes passa o maior tempo do seu dia desenvolvendo suas relações sociais no trabalho e a vivência num ambiente hostil pode afetar diretamente sua saúde mental.

Diante desse contexto, além dos fatores citados, é importante discorrer também sobre a violência no ambiente das diversas organizações pois é um fator que contribui com os danos à saúde mental do trabalhador. O assédio moral pode interferir no desempenho dos trabalhadores e no próprio ambiente de trabalho, considerado como um comportamento repetido, com práticas hostis dirigido a um ou mais trabalhadores.

O assédio moral é caracterizado como um tipo de violência ao qual estão submetidos muitos trabalhadores, causado pela deterioração das relações interpessoais e problemas organizacionais, está relacionado com a cultura, tendo uma diversidade de manifestações.

Assédio moral e a enfermagem: o que é e como lidar?

assédio

O que é?

Segundo especialistas, assédio moral é toda conduta abusiva, manifestada por comportamentos, palavras, atos, gestos verbais ou escritos, expondo a pessoa a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, no exercício de suas atividades no ambiente de trabalho. O assédio moral é um tipo de comportamento destrutivo que colabora para a modificação da vida das pessoas, o seu alvo principal afeta a auto estima da pessoa provocando insegurança e medo, afetando a condição  psicológica e por consequência refletindo no seu estado físico, fazendo com que ele se sinta diminuído e cansado diante do assédio.

O dano psicológico se torna um dos principais problemas encontrados em pessoas que sofrem assédio. O assediado além de interiorizar o que o assediador está fazendo contra ele  tornando-o muitas vezes inseguros e distraídos, sendo assim mais suscetíveis de cometer erros  e trazendo risco para si, pois  se sentem incapazes de realizar as funções as quais lhe foram propostas. Nossa sociedade ainda visa lucratividade na maioria das posições de trabalho, o que refere como um condutor de práticas abusivas.

O assédio moral é um fenômeno que acontece desde os primórdios da humanidade e que se caracteriza por conduta abusiva de principal natureza psicológica, expondo o trabalhador a situações humilhantes e constrangedora. que pode ser direcionada a ofender a personalidade do trabalhador e a sua dignidade. Na maioria dos casos acontece no ambiente de trabalho mas pode se estender em nosso tempo até em momentos que o trabalhador não se encontra no ambiente de trabalho através da comunicação por celular, grupos de comunicação etc.

Tipos de assédio Moral

Assédio Vertical Descendente: mais comum nas empresas é aquele que acontece por outro membro da empresa hierarquicamente superior ao empregado assediado.

Assédio Moral Organizacional: o empregado sofre violência: nesse caso o trabalhador sofre assédio da própria empresa pelo ambiente de trabalho e pela cultura organizacional. Há estimulação de competição e produtividade alta.

Assédio Moral Horizontal: ocorre entre trabalhadores que estão na mesma posição hierárquica na empresa.

Assédio Moral Vertical Ascendente: o assédio vertical ascendente é raro mais pode acontecer. Acontece quando funcionário hierarquicamente inferior assedia trabalhador em posição superior.

O assédio moral possui algumas condutas típicas que vão rotular a conduta. A desaprovação a todo e qualquer comportamento da vítima, constante crítica, colocar em dúvida a capacidade do trabalhador, comunicar publicamente falhas ou condutas incompletas, isolar o funcionário não permitindo socialização, falar da vida pessoal e profissional. O tratamento hostil, de forma repetida e continuada, em caráter de perseguição tratamento duro ou rígido dirigido ao trabalhador, ou mesma a constante exigências desnecessárias ou acima de suas competências.

O que o trabalhador pode fazer frente ao assédio é buscar ajuda. Muitas vezes o trabalhador fica impossibilitado de reagir as violências, por esse motivo, ajuda se torna fundamental. Ajuda psicológica e buscar as vias administrativas da própria instituição. Muitas vezes é apenas no processo judicial que se faz a correção de conduta. O trabalhador ainda dada devida conduta, pode ainda requerer a rescisão indireta do contrato de trabalho e indenização e assistência médica, além de indenização contra empresa e funcionários. O mais importante é identificar esse comportamento na empresa e modificar a conduta organizacional, uma vez que esta gera danos a saúde do trabalhador.

É importante que haja treinamento da equipe e que o assunto seja discutido nas empresas, para impedir as práticas e identificar o comportamento e pessoas com históricos de assédio em cargos de coordenação e supervisão, que são mais comuns. A educação permanente sobre o assunto se faz extremamente necessária.

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# Pereira, ACL et al. Fatores de riscos psicossociais no trabalho: limitações para uma abordagem integral da saúde mental relacionada ao trabalho. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. 2020, (45), e18. Doi: 10.1590/2317-6369000035118. # Freire, PA. Assédio moral e saúde mental do trabalhador. Trabalho, Educação e Saúde. 2008; 6, (2), pp. 367-380. DOI: 10.1590/S1981-77462008000200009. # Brasil. Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região. Cartilha: assédio moral no local de trabalho (impressa). Disponível em: https://www.tst.jus.br/documents/10157/55951/Cartilha+ass%C3%A9dio+moral/573490e3-a2dd-a598-d2a7-6d492e4b2457> Acesso em: 26 abril 2022. # Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em saúde. Assédio Moral. Outubro de 2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/assedio-moral/> Acesso em: 26 abril 2022. # Hirschle, A. L. T. e Gondim, S. M. G. Estresse e bem-estar no trabalho: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva. 25 (7), pp. 2721-2736. DOI: <https://doi.org/10.1590/1413-81232020257.27902017>.
Referências bibliográficas:

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