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estetoscópio em cima de prontuário representando assédio moral na enfermagem

Assédio moral e a enfermagem: o que é e como lidar?

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A violência no ambiente de trabalho é uma preocupação crescente para estudiosos e órgãos governamentais e não governamentais. A Organização Mundial da Saúde define a violência como o uso da força física ou poder hierárquico ou não, contra uma pessoa ou grupo de trabalhadores, que tenha como possível resultado o sofrimento, danos físico, psicológico e/ou social ou até morte (ou tentativa de suicídio).

Assédio moral

O assédio moral é a forma de violência no trabalho mais recorrente em ambientes hospitalares, sendo a enfermagem a categoria profissional que mais sofre com isso. Ele consiste na prática deliberada e recorrente, da comunicação hostil, sem ética e ofensiva destinada contra um trabalhador ou um grupo de trabalhadores. É uma estratégia de poder baseada na exposição, desqualificação e humilhação dos trabalhadores.

Comumente o assédio moral é descendente (do superior para os subordinados), mas pode ser ascendente (dos subordinados para o superior), horizontal (entre os pares) ou misto.

O assédio moral tem grandes impactos na saúde mental dos trabalhadores assediados e no grupo pois ele provoca uma degeneração da autoestima do assediado, estigmatização, morbidade física e psíquica, diminuição da produtividade e perda de vontade de exercer suas funções laborais.

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Como o profissional de enfermagem deve agir quando for vítima de assédio moral?

  1. Identificar possíveis testemunhas;
  2. Reunir possíveis indícios e provas do assédio*;
  3. Se oportuno, encontrar outras vítimas;
  4. Denunciar: em órgão próprio da instituição de trabalho, Conselho Regional de Enfermagem do estado (ou Distrito Federal) onde se encontra a instituição, denúncia no sindicato e/ou registro de ocorrências na delegacia de polícia.

*Em muitos casos, as vítimas não formalizam as denúncias pela falta de provas concretas para evidenciar o assédio, entretanto relatos com riqueza de detalhes e organizados em ordem cronológica, contribuem fortemente na consistência da denúncia.

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Importante:

  • A denúncia, além de proteger a vítima e promover a justiça, é um meio de dar visibilidade e inibir novos episódios de assédio moral;
  • Casos de denúncias em delegacias, se oportuno, buscar assessoria jurídica para auxiliar nos procedimentos a serem realizados;
  • É importante destacar que a vítima pode denunciar em quantos órgãos ela achar necessário.
  • A solidariedade e a união dos trabalhadores são grandes facilitadores para extinguir o assédio moral do ambiente de trabalho;
  • Sempre que possível, procure profissionais que atuem na saúde mental para auxiliar a minimizar os danos psicológicos do assédio moral.

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Autor:

Referências bibliográficas:

  • Organización Mundial de la Salud. Informe mundial sobre la violencia y salud. Ginebra; 2002.
  • Leymann H. The content and development of mobbing at work. Eur J Work Organ Psychol. 1996;5(2):165-84
  • Xavier ACH, Barcelos CRV, Lopes JP, Chamarelli PG, Ribeiro SS, Lacerda LS, et al. Workplace moral harassment in Rio de Janeiro health sector: some characteristics. Rev Bras Saúde Ocup. 2008;33(117):15-22.
  • Hirigoyen MF. Mal-estar no trabalho: redefinindo o assédio moral. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil; 2009. 350 p
  • Bonito J, Santos J, Souza R, Mendes A. Assédio Moral em Enfermagem: uma Revisão Integrativa. Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional on line. 2018, volume 6, 1-10
  • Fontes Kátia Biagio, Santana Rosangela Getirana, Pelloso Sandra Marisa, Carvalho Maria Dalva de Barros. Fatores associados ao assédio moral no ambiente laboral do enfermeiro. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet]. 2013 ; 21( 3 ): 758-764.
  • Buss Thofehrn, Maira, Coelho Amestoy, Simone, Knopp de Carvalho, Karen, Pereira Andrade, Francine, Marten Milbrath, Viviane, Assédio moral no trabalho da enfermagem. Cogitare Enfermagem [Internet]. 2008;13(4):597-601.

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