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Um terço das mortes de AIDS é por tuberculose

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A tuberculose é a infecção que causa o maior número de mortes em todo o mundo, causando a morte de mais de 4,4 mil pessoas por dia. Essa informação veio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).  Outra preocupação é que a doença ainda continua sendo a principal causa de morte entre os pacientes com HIV, causando uma em cada três mortes relacionadas à AIDS.

No entanto, houve um progresso neste cenário: com a redução das mortes a partir de 2005, ano em que alcançou o maior índice, com 600 mil mortes. Desde então, os óbitos caíram pela metade, para 300 mil em 2017.

Os governantes dos países comprometeram-se na Declaração Política de 2016 da ONU sobre o Fim da AIDS em reduzir 75% das mortes por tuberculose entre as pessoas vivendo com HIV até 2020.

Até 2017, cinco países de baixa ou média renda alcançaram ou superaram essa meta. Outros 18 países reduziram as mortes por tuberculose entre pessoas que vivem com HIV em mais de 50%. Ou seja, estão no caminho para alcançar a meta até ao final de 2020, desde que a ampliação dos serviços seja mantida.

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No entanto, os dados recolhidos também mostram que a maioria dos países não está seguindo no caminho certo, uma vez que as mortes estão aumentando em algumas regiões do mundo.

 “A tuberculose deveria ser uma doença do passado. É uma doença que pode ser prevenida e tratada há décadas. Anos de negligência dos direitos a cuidados básicos de saúde, alimentação e abrigo permitiram que a tuberculose se instalasse e desenvolvesse resistências. As pessoas que vivem com HIV estão especialmente em risco. Ainda há uma chance para muitos países alcançarem a meta, mas temos que agir agora. É hora de acabar com a tuberculose e com a AIDS”, disse Michel Sidibé, diretor executivo do UNAIDS.

Cerca de 40 países apresentaram uma elevação no número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV entre 2010 e 2017. Na Europa Oriental e Ásia Central, o número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV aumentou em 22% entre 2010 e 2017, com crescimento em quase todos os países da região. Na América Latina, as mortes aumentaram 7%.

A meta agora é acelerar o progresso na redução das mortes por tuberculose entre pessoas que vivem com HIV e alcançar a meta até 2020. Para isso, a UNAIDS está incentivando os países a integrar plenamente os serviços de tuberculose e HIV e usar abordagens comunitárias para encontrar, diagnosticar e tratar todos os casos.

Segundo os especialistas, os governantes precisam examinar todas as pessoas que vivem com HIV para tuberculose e todas as pessoas com tuberculose precisam ser testadas para o HIV. A qualidade do diagnóstico de tuberculose e HIV também precisa ser melhorada. Os esforços de prevenção ao HIV e tuberculose precisam ser ampliados, particularmente, para pessoas em maior risco de infecção. Além disso, todas as pessoas diagnosticadas com tuberculose e HIV precisam de acesso imediato ao tratamento e apoio para adesão.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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