Uma em cada quatro crianças sofre de depressão na pandemia, aponta estudo canadense

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A saúde mental de uma grande parcela de crianças e adolescentes está gravemente abalada por conta dos efeitos da pandemia, como o isolamento social, aponta um novo estudo, publicado no periódico JAMA Pediatrics.

Pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, fizeram uma metanálise (chamada de UCalgary), que avaliou informações de 29 estudos realizados com crianças e adolescentes de diferentes localidades — Leste Asiático, Europa, das três Américas e do Oriente Médio — e chegaram a uma alarmante conclusão: um em cada quatro sofre de depressão, enquanto um em cada cinco está lutando contra a ansiedade.

Leia também: O que sabemos sobre a variante Delta do SARS-CoV-2 em crianças?

Os dados indicam que os sintomas relacionados às doenças dobraram entre indivíduos desses grupos em comparação com o período pré-pandemia. E pior: esses sintomas estão se agravando com o tempo.

“Estar socialmente isolado, mantido longe dos amigos, da rotina escolar e das interações sociais está sendo muito difícil para as crianças”, disse Sheri Madigan, psicóloga clínica da universidade e coautora do trabalho, em um artigo publicado no site da instituição.

“Quando a Covid-19 começou, a maioria das pessoas pensou que seria difícil no início, mas que ia melhorar com o tempo e as crianças se ajustariam ao voltar para a escola. Mas quando a pandemia seguiu, os jovens perderam muitos marcos importantes em suas vidas. A situação seguiu por mais de um ano e, para jovens, esse é um grande período de tempo em suas vidas”, analisou a pesquisadora.  

Uma em cada quatro crianças sofre de depressão na pandemia, aponta estudo canadense

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Sintomas mais comuns

Com a falta de amigos, a irritabilidade segue como uma das principais reações emocionais em crianças. Já os adolescentes apresentam tristeza, solidão e tédio, outros sintomas depressivos que requerem mais atenção por parte dos pais e médicos. Nos adultos, ansiedade e depressão foram as respostas mais intensas, decorrentes ou relacionadas à pandemia.

O estudo ainda evidencia que adolescentes e meninas mais velhas estão experimentando os níveis mais altos de depressão e ansiedade.

Para muitos adolescentes, essa perda pode ser especialmente impactante, pois eles perderam eventos significativos na vida, como formaturas, eventos esportivos e várias atividades de amadurecimento.

“Sabemos por outros estudos que as taxas de depressão e ansiedade na juventude tendem a diminuir e flutuar com restrições”, escreveu a psicóloga Sheri Madigan em seu artigo.

Quando mais restrições são impostas, as taxas sobem. Estar socialmente isolado, mantido longe de seus amigos, de suas rotinas escolares e de interações sociais está provando ser muito difícil nesta faixa etária.

Necessidade de suporte urgente

O estudo recomenda que mais apoios de saúde mental devem ser colocados em prática para ajudar crianças e adolescentes neste momento de necessidade.

Saiba mais: Covid-19: bebês de até dois anos representam metade dos óbitos de crianças e adolescentes

“Se quisermos mitigar os efeitos sustentados da Covid-19 na saúde mental, por causa dos estressores crônicos que nossos jovens experimentaram, temos que priorizar o planejamento da recuperação agora. Não quando a pandemia acabar, mas imediatamente. Porque as crianças estão em crise agora”, enfatizou a coautora do trabalho.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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