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Uso de albumina no paciente crítico: o que precisamos saber

Colunistas, Infectologia
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O debate entre reposição volêmica com coloides ou cristaloides não é recente. A polêmica perpetua-se, mantida por grandes estudos com resultados heterogêneos (SAFE, ALBIOS, SOAP) no que concerne a mortalidade, sobretudo no tocante a desfechos em subgrupos específicos. Além disso, outras situações de indicação de reposição do hemoderivado encontram resultados conflitantes nos estudos.

O paciente hepatopata parece ser o que mais se beneficia na reposição da albumina: em grandes paracenteses, síndrome hepatorrenal ou peritonite bacteriana espontânea. Hipoalbuminemia e ressuscitação volêmica per se não são indicações formais para a administração da mesma, considerando as evidências atuais.

Dentre as indicações mais conhecidas de reposição de albumina, incluídas as da ANVISA, percebe-se que o assunto continua controverso, embora possamos destacar uma indicação, com um maior nível de evidência: em paracenteses com retirada de grande volume, tradicionalmente acima de 5 litros; é bem aceita nas peritonites bacterianas primárias; nas síndromes hepatorrenais, bem como nos edemas refratários aos diuréticos, tanto na cirrose como na síndrome nefrótica.

LEIA MAIS: Como evitar a sobrecarga volêmica?

Até mesmo em algumas ocorrências de indicação formal pela ANVISA para reposição do hemoderivado, como priming em cirurgia cardíaca, grande queimado e prevenção na síndrome de hiperestimulação ovariana, existem estudos conflitantes. Em outras situações a reposição permanece como uma opção, porém com indicação discutível e que deve ser individualizada.

O custo-benefício é uma variável importante a ser analisada, uma vez que a albumina mostra-se segura em muitos estudos, entretanto é mais cara e muitas vezes não é superior a alternativas menos dispendiosas.

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Referências:

  • Trabalho de Conclusão de Curso (Discussão e Conclusão) – Especialização em Medicina Intensiva do Hospital Sirio Libanês – Uso de albumina no paciente crítico.

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