Uso de máscaras de tecido no combate à Covid-19 é uma estratégia eficaz?

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Desde que a doença respiratória causada pelo SARS-CoV-2, a Covid-19, surgiu, profissionais de saúde e a população em geral preocupam-se diariamente em como evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Medidas como distanciamento social, higienização das mãos, evitar contato com pessoas portadoras de sintomas respiratórios, são medidas universalmente aceitas.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, na última semana consideraram rever dois pontos polêmicos das medidas de controle do avanço do novo coronavírus: o uso de máscaras para toda a população e a recomendação para o uso de máscaras de tecido. Mas por que essa mudança?

Leia também: Como realizar atendimento domiciliar durante a pandemia de coronavírus?

Para explicar essa mudança do posicionamento é importante ressaltar que um estudo publicado pelo periódico Science, cujos resultados mostraram que cerca de 2/3 das transmissões do novo coronavírus é realizada por portadores assintomático. Acredita-se que o uso da máscara cirúrgica para a população saudável, impediria que esses portadores assintomáticos disseminassem o vírus.

Quanto ao uso de máscaras de tecido, elas não protegem o usuário, entretanto possuem uma função de barreira mecânica, impedindo que ele dissemine aerossóis no ambiente e eventualmente transmita o vírus, caso seja um portador assintomático.

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Referência bibliográfica:

  • Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de tratamento do novo coronavírus (2019-nCoV). Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Brasília. 2020.
  • Li R, Pei S, Chen B et al. Substantial undocumented infection facilitates the rapid dissemination of novel coronavirus (SARS-CoV2). Science  16 Mar 2020.
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Publicado por
Juan Carlos Silva Araujo

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