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Uso de quinolonas é restringido na Europa

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Os efeitos colaterais das quinolonas são conhecidos e geram preocupações. Esta semana, recebi uma paciente que rompeu o tendão de Aquiles em uso de levofloxacino, outro paciente convulsionou com ciprofloxacino. A agência americana (FDA) já havia manifestado, este ano, a necessidade de cautela no uso das quinolonas. Agora foi a vez da European Medical Agency emitir seu posicionamento: Efeitos colaterais incapacitantes e potencialmente permanentes levaram à suspensão ou restrições do uso das quinolonas e fluoroquinolonas.

A EMA analisou os efeitos colaterais sérios, incapacitantes e potencialmente permanentes com a quinolonas e antibióticos fluoroquinolonas administrados por via oral, injeção ou inalação. A ideia era fazer uma revisão com as visões de pacientes, profissionais de saúde e acadêmicos.

O comitê de medicamentos humanos da EMA concluiu que a autorização de introdução no mercado de medicamentos contendo cinoxacina, flumequina, ácido nalidíxico e ácido pipemídico deve ser suspensa. Além disso, informou que a utilização dos outros antibióticos fluoroquinolonas deve ser restringida.

Leia mais: Fluoroquinolonas podem causar hipoglicemia grave e problemas de saúde mental

Segundo o órgão, os médicos devem informar aos pacientes os efeitos colaterais incapacitantes e potencialmente permanentes, além de aconselhá-los a interromper o tratamento
com um antibiótico fluoroquinolona ao primeiro sinal de um efeito colateral envolvendo músculos, tendões ou articulações e o sistema nervoso.

Situações em que a EMA orienta não utilizar as quinolonas:

  • para tratar infecções que podem melhorar sem tratamento ou não são graves;
  • para tratar infecções não bacterianas, e. prostatite não bacteriana (crônica);
  • para prevenir a diarreia do viajante ou infecções recorrentes do trato urinário inferior baixo;
  • para tratar infecções bacterianas leves ou moderadas, a menos que outros medicamentos antibacterianos
  • comumente recomendado para estas infecções não possa ser usado

Informações para profissionais de saúde:

  • As fluoroquinolonas estão associadas durante períodos prolongados (até meses ou anos), a reações medicamentosas graves e incapacitantes potencialmente irreversíveis que afetam , por vezes, múltiplos sistemas.
  • Os efeitos colaterais graves incluem tendinite, ruptura do tendão, artralgia, dor nas extremidades, alterações na marcha, neuropatias associadas a parestesia, depressão, fadiga, diminuição da memória,
    distúrbios do sono e deficiência auditiva, visão, paladar e olfato.
  • Podem ocorrer danos nos tendões (especialmente no tendão de Aquiles, mas também noutros tendões) nas 48 horas seguintes ao início do tratamento com fluoroquinolona, ​​mas o dano pode ser adiado vários meses após a interrupção.
  • Pacientes idosos, com comprometimento renal ou que tiveram transplante de órgão sólido e aqueles tratados com corticosteróide correm maior risco de danos nos tendões. Deve-se evitar uso simultâneo de fluoroquinolona e corticosteróide.
  • O tratamento com fluoroquinolona deve ser descontinuado ao primeiro sinal de dor no tendão ou inflamação, além disso, os doentes devem ser aconselhados a interromper o tratamento com fluoroquinolona e falar com o médico em caso de sintomas de neuropatia, tais como dor, ardor, parestesias, dormência ou fraqueza, de modo a prevenir o desenvolvimento de condições potencialmente irreversíveis.
  • As fluoroquinolonas geralmente não devem ser usadas em pacientes que tiveram reações adversas graves associado ao uso de medicamentos com quinolona ou fluoroquinolona.

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Um comentário

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    Thiago Vieira Magalhães

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