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Vacinação de prematuros na Atenção Primária à Saúde

Vacinação de prematuros na Atenção Primária à Saúde

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O início do ano remete a programações pessoais, profissionais e, nos tempos atuais, a de atualização do cartão de vacinas. A situação vacinal vem ganhando destaque na pandemia e o cuidado de enfermagem aos indivíduos com fragilidade imunológica deve ser reforçado. Porém, dentre esse público, os bebês prematuros têm atrasos significativos na vacinação devido a instabilidade clínica inicial, insegurança dos pais e profissionais de saúde frente a eventos adversos dos imunobiológicos.

Todavia, os bebês prematuros são mais expostos a fatores de risco que aumentam a predisposição de doenças infecciosas. E, considerando que a maioria dessas doenças são prevenidas com a vacinação, e que a imaturidade imunológica não impacta significativamente na imunogenicidade das vacinas, não há motivos para não vacinar ou adiar o procedimento nesse público-alvo meramente pela prematuridade.

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Frente aos bebês nascidos antes de 37 semanas e baixo peso ao nascer, o enfermeiro deve considerar a idade cronológica para realizar a vacinação, com exceção da BCG, que deve ser administrada apenas em bebês com mais de 2 kg. Nos casos de atraso de vacinação é necessário considerar o limite da idade para administração do imunobiológico e o intervalo mínimo de dias entre as doses (Tabela 1).

Vacinação de prematuros na Atenção Primária à Saúde

Tabela 1 — Especificações para vacinação em crianças (0 a < 10 anos) prematuras na Atenção Primária à Saúde.

Vacina Esquema Intervalo mínimo das doses Limite da idade para vacinação
BCG ID* Dose única, se ≥ 2 kg 4 anos 11 meses 29 dias
Hepatite B

(considerar uso da DTPw-HB-Hib ou DTPa-HB-VIP-Hib)

Obrigatoriamente quatro doses, se RNPT ≤ 2 kg ou IG ≤ 33 semanas

(0, 2, 4, 6 meses ou 0, 1, 2, 6 meses)

30 dias Hepatite B: 30 dias

Pentavalente: 4 anos 11 meses 29 dias

Rotavírus* Duas doses se monovalente (2, 4 meses)

Três doses se pentavalente (2, 4, 6 meses)

30 dias Primeira dose até 3 meses e 15 dias; segunda dose até 7 meses e 29 dias
Tríplice bacteriana** (difteria, tétano e coqueluche) Três doses (2, 4, 6 meses) e dois reforços (15 meses e 4 anos) 30 dias Pentavalente: 4 anos 11 meses 29 dias
Haemophilus influenzae b

(Disponível nos CRIEs)

Três doses (2, 4, 6 meses) e um reforço (15 meses) 30 dias 5 anos
Poliomielite inativada (VIP) Três doses (2, 4, 6 meses) e dois reforços (15 meses e 4 anos) 30 dias 4 anos 11 meses 29 dias
Pneumocócica conjugada Três doses se VPC13 (2, 4, 6 meses) e um reforço (12 meses)

Duas doses se VPC10 (2, 4 meses) e um reforço (12 meses)

Dose única entre 12 e 23 meses de idade sem comprovação vacinal ou com esquema incompleto

30 dias da 1ª para 2ª dose e de 60 dias da 2ª dose para o reforço

 

2 anos
Meningocócica conjugada ACWY/C Duas doses (3, 5 meses) e dois reforços (12 meses, 5 anos)

Dose única entre 12 e 23 meses de idade sem comprovação vacinal ou com esquema incompleto

30 dias 2 anos
Meningocócica B*** Duas doses (2, 4 meses) e um reforço (12 meses) 30 dias
Influenza Dose anual após 6 meses (primovacinação: 2 doses) 30 dias na primovacinação
Febre amarela* Duas doses (9 meses e 4 anos)
Hepatite A Dose única (12 meses) na rede pública ou duas doses (12, 18 meses) na rede privada 30 dias 2 anos
Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) Duas doses (12, 15 meses) 30 dias
Varicela

(Considerar tetraviral para primeira dose)

Duas doses (15 meses e 4 anos) 30 dias
*Em casos de suspeita de imunodeficiência da mãe ou familiares ou se a mãe fez uso de biológicos durante a gravidez a vacina pode ser contraindicada. **Utilizar preferencialmente vacinas acelulares para redução de eventos adversos. As vacinas Penta acelular e Hexa acelular estão disponíveis nos CRIEs para RNPT extremos (<1 kg ou <31 semanas). ***Não está disponível na rede pública.
Legenda: RNPT: Recém-nascido pré-termo; IG: idade gestacional; CRIEs: Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

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Na administração da vacina Pentavalente com o componente células inteiras (DTPw-HB-Hib), o enfermeiro pode considerar a administração de analgésicos ou antitérmicos profiláticos para evitar eventos adversos cardiorrespiratórios e convulsão. O uso profilático de anti-inflamatório não esteroidal nas primeiras 24 horas de vacinação também é aconselhado na administração da vacina Meningocócica B pelo risco de febre alta.

Além desses cuidados, o enfermeiro tem papel relevante na proteção indireta de doenças infecciosas, por meio da vacinação da gestante e da família no pré-natal ou em outros ciclos de vida, incentivo ao aleitamento materno, e ações de educação em saúde voltadas para prevenção e promoção da saúde.

Mensagem final

Contudo, de acordo com as evidências científicas disponíveis, é sabido que todos bebês prematuros devem ser vacinados conforme idade cronológica com as mesmas doses preconizadas para crianças a termo. Para isso, o enfermeiro, com suas habilidades e competências, precisa considerar as indicações, contraindicações, estado de saúde do bebê e da família no momento da vacinação para estabelecer condutas e administração das vacinas.

Referências

  • BRASIL. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
  • SBIM. Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação SBIM prematuro. Disponível em: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-prematuro.pdf. Acesso em 05 de janeiro de 2022.
  • SBP. Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia Prático de Atualização: Vacinação em pretermos. Departamentos Científicos de Imunizações e Neonatologia, 2018.
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