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Vírus mayaro, ‘primo’ do Chikungunya, é identificado no Rio de Janeiro

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Depois de dengue, zika e chikungunya, agora é a vez do vírus mayaro. Esta semana, foi veiculada a notícia da detecção da circulação do vírus Mayaro no Rio de Janeiro por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Conhecido como “primo” do vírus do Chikungunya, (alfavírus da família Togoviridae) há o receio de que haja uma epidemia de mayaro no Sudeste.

O vírus Mayaro foi isolado pela primeira vez em Trinidad, em 1954, e o primeiro surto no Brasil foi descrito em 1955, próximo de Belém/PA. Desde então, casos esporádicos e surtos localizados têm sido registrados nas Américas, incluindo a região Amazônica. Há evidências da sua presença no Rio de Janeiro desde 2016 e foram registrados três casos, todos de Niterói. Aparentemente, o vírus pode ser transmitido tanto pelo Aedes aegypti, como as arboviroses mais conhecidas, quanto pelo Culex. Este é o pernilongo comum, o que potencializa o risco de uma epidemia.

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Clinicamente, é muito difícil diferenciar a infecção por mayaro das causadas por outros arbovírus. As manifestações iniciam-se com quadro febril agudo inespecífico, que pode apresentar cefaleia, mialgia, exantema. A artralgia, que pode ser acompanhada de edema, é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada, porém casos graves podem apresentar encefalite.

Em fevereiro deste ano, a ANVISA autorizou a comercialização de kits de testes para o vírus mayaro. O kit determina a presença de anticorpos humanos da imunoglobulina da classe IgG ou IgM contra o vírus mayaro no soro ou plasma humano, o que é uma ferramenta importante no diagnóstico.

[ATUALIZAÇÃO]

O Ministério da Saúde informa que, oficialmente, não foi confirmado nenhum caso do vírus mayaro transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

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