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médica consultando menino com síndrome de Sjogren

Whitebook: como diagnosticar a síndrome de Sjögren na infância?

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Esta semana, falamos no Portal PEBMED sobre psicose como apresentação inicial da síndrome de Sjögren primária em adolescentes. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, vamos falar sobre a abordagem diagnóstica e critérios diagnósticos da síndrome de Sjögren na infância.

Veja as melhores condutas médicas no Whitebook Clinical Decision!

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Abordagem Diagnóstica

  • Hemograma completo: anemia leve e leucopenia;
  • VHS elevado com PCR normal;
  • Hipergamaglobulinemia;
  • Anticorpos: anti-Ro, anti-La, antinuclear (ANA) e fator reumatoide elevados. Outros anticorpos podem estar presentes, mas sua implicação clínica é desconhecida;
  • Teste de Schirmer: uma tira de papel filtro é colocada abaixo da pálpebra inferior e a umidade do papel é avaliada após cinco minutos. Menos que 10 mm de filme é anormal e menos que 5 mm de umidade é considerada produção reduzida de lágrima e síndrome sicca;
  • Teste de rosa bengala: pode ser realizado por oftalmologista, que colore o epitélio conjuntival e corneal e avalia os danos provocados pela baixa produção de saliva;
  • Avaliação da produção de saliva: valores < 0,1 mL/minuto (sem estimulação da glândula salivar) ou < 0,5 mL/minuto (com estimulação da glândula salivar) são considerados hipofunção salivar;
  • Ressonância magnética: avalie o parênquima da glândula salivar e acrescente na avaliação de massas sólidas ou císticas. Além disso, estime o volume glandular;
  • Sialometria: mede o fluxo salivar;
  • Sialografia: método radiocontrastado que examina com detalhes a anatomia dos ductos salivares da parótida;
  • Cintilografia salivar: avalia a função da glândula salivar; na síndrome de Sjögren, a captação de radioisótopo é atrasada ou ausente;
  • Ultrassonografia de parótidas: pode ser usado para demonstrar arquitetura anormal da glândula, com a vantagem de ser não invasivo;
  • Biópsia da glândula salivar: pode ser realizada para avaliação diagnóstica. O achado clássico é de infiltrado inflamatório adjacente a estruturas acinares de aparência normal.

Critérios Diagnósticos

Critérios diagnósticos de síndrome de Sjögren pediátrica não foram validados. Podem ser usados, mas o julgamento clínico de um reumatologista é o padrão mais aceito.

O diagnóstico pode ser realizado na presença de 4 ou mais dos critérios abaixo:

  • Exclusão de todas as outras doenças autoimunes;
  • Sintomas orais: boca seca, parotidite e aumento da glândula parótida;
  • Sintomas oculares: conjuntivite recorrente e ceratoconjuntivite sicca;
  • Outros sintomas mucosos: vaginite ou vulvovaginite recorrente;
  • Sintomas sistêmicos: febre de origem desconhecida, artralgias não inflamatórias, paralisia hipocalêmica;
  • Presença de anti-Ro, anti-La, títulos elevados de ANA (anticorpo antinuclear) ou fator reumatoide;
  • Níveis de amilase sérica altos;
  • Leucopenia e VHS elevado;
  • Hiperimunoglobulinemia policlonal;
  • Acidose tubular renal;
  • Prova histológica de infiltração linfocítica da glândula salivar ou outros órgãos;
  • Documentação objetiva de secura ocular: teste de Schirmer ou achados na coloração de rosa bengala;
  • Documentação objetiva de aumento das glândulas parótidas: achados na sialografia.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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