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mulher grávida com a mão na barriga, em frente a monitor de USG para avaliar exposição intraútero a anti-hipertensivos

A exposição intraútero a anti-hipertensivos pode trazer riscos ao feto?

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Os distúrbios hipertensivos durante a gravidez são um risco importante tanto para a mãe quanto para o feto e exigem, frequentemente, tratamento anti-hipertensivo. Os dados que descrevem a segurança da exposição intrauterina ao tratamento anti-hipertensivo são conflitantes, com muitos estudos apresentando importantes questões metodológicas, como desenho inadequado, pequeno número da amostra e grupo controle não tratado.

No entanto, recente pesquisa realizada na Escócia sugere que a hipertensão é um fator de risco chave para baixo peso ao nascer e parto prematuro.

Exposição intraútero a anti-hipertensivos

O estudo In Utero Antihypertensive Medication Exposure and Neonatal Outcomes, A Data Linkage Cohort Study foi publicado na revista Hypertension. Para Fitton e colaboradores, pesquisadores responsáveis, embora o nascimento prematuro possa estar associado à exposição a medicamentos anti-hipertensivos durante a gravidez, essas associações podem refletir o aumento da gravidade da hipertensão, necessitando de tratamento.

Os pesquisadores efetuaram um estudo de coorte retrospectivo usando registros de saúde de dados coletados rotineiramente e vinculados a 268.711 crianças nascidas entre 2010 e 2014 na Escócia. Foram avaliados os resultados após a exposição intraútero a medicamento anti-hipertensivo.

Leia mais: Síncope durante gravidez traz riscos para mãe e feto

Fitton e colaboradores identificaram uma coorte de 265.488 crianças elegíveis nascidas durante o período do estudo. Destas, 2350 foram expostas intraútero a medicamentos anti-hipertensivos, 4391 foram expostos a hipertensão tratada de início tardio, e 7971 foram expostos a hipertensão não tratada durante a gravidez.

Resultados

Os seguintes resultados foram descritos:

  • A hipertensão não tratada foi associada ao aumento do risco de nascimento prematuro [razão de risco ajustada (aRR), 1,15 % CI, 1,01–1,30]), baixo peso ao nascer [aRR, 2,01; intervalo de confiança de 99% (IC 99%), 1,72–2,36)] e nascimento de bebê pequeno para idade gestacional (PIG) (aRR, 1,50; IC99%, 1,35-1,66);
  • A exposição anti-hipertensiva intraútero também foi associada ao nascimento prematuro (aRR, 3,12; IC99%, 2,68–3,64), baixo peso ao nascer (aRR, 2,23; IC 99%, 1,79-2,78), e nascimento de bebê PIG (aRR, 2,13; IC 99%, 1,81-2,52);
  • A hipertensão de início tardio também foi associada ao nascimento prematuro (aRR,2,21; IC 99%, 1,86-2,62), baixo peso ao nascer (aRR, 2,06; IC 99%, 1,74-2,43]) e nascimento de bebê PIG (aRR, 1,90; IC 99%, 1,68-2,16).

Esses achados sugerem que mulheres com hipertensão que necessitavam de tratamento apresentavam maior probabilidade de parto prematuro.

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Contudo, os pesquisadores observaram que todas as mulheres com hipertensão – tratadas ou não – tinham um risco semelhante de ter bebês PIG. Fitton e colaboradores concluíram que, embora possa haver uma associação entre medicação anti-hipertensiva pré-natal e parto prematuro, essa correlação observada pode refletir o aumento da gravidade da hipertensão da paciente, o que exigiria tratamento.

Esses resultados sugerem, portanto, que a hipertensão é um fator de risco essencial para baixo peso ao nascer e parto prematuro.

Autor:

Referência bibliográfica:

  • Fitton CA, Fleming M, Steiner MFC, et al. In Utero Antihypertensive Medication Exposure and Neonatal Outcomes: A Data Linkage Cohort Study [published online ahead of print, 2019 Dec 30]. Hypertension. 2019;HYPERTENSIONAHA11913802. doi:10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.13802

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