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AAP lança vídeos abordando questões feitas por pais em relação a vacinação em crianças

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A Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics – AAP), em sua mais recente campanha para incentivar os pais a vacinar seus filhos, lançou uma nova série de vídeos no Youtube, que aborda questões comuns que os pais têm sobre a vacinação em crianças.

Os vídeos combinam a credibilidade da AAP, a ciência das vacinas e o carinho e a empatia dos pediatras para ajudar os pais a se sentirem capacitados com as informações de que precisam para tomar decisões sobre as imunizações de seus filhos.

Abaixo, encontra-se um resumo do vídeo intitulado “Pediatricians Answer Top Questions Parents Ask About Vaccines | American Academy of Pediatrics” (“Pediatras respondem às principais perguntas que os pais fazem sobre vacinas | Academia Americana de Pediatria”), apresentado pelas pediatras Rebekah Fenton, Whitney Casares e Anita Chandra.

Leia também: Dúvidas sobre a vacinação anti-Covid-19 em crianças — um paralelo com o combate ao sarampo

AAP lança vídeos abordando perguntas feitas por pais em relação a vacinação infantil

Por que existem tantas vacinas?

A AAP destaca que temos muita sorte de termos muitas vacinas! Há uma longa história de uso de vacinas para nos proteger de vírus e bactérias que matavam milhares de crianças e adolescentes todos os anos na era pré-vacinal. No entanto, a verdade é que a varíola é a única doença que foi eliminada por completo. Infelizmente, todas as outras doenças ainda estão por aí e, se a população não for vacinada contra elas, facilmente pode ocorrer um surto.

Meu filho ficará bem se tiver um efeito colateral de uma vacina?

É muito importante que o pediatra, quando conversa com os pais sobre os efeitos colaterais das vacinas, explique primeiramente elas funcionam. Uma vacina ensina o sistema corporal a reconhecer um vírus ou bactéria, para que a pessoa que tenha sido vacinada possa construir sua própria imunidade contra a doença. Às vezes, quando o indivíduo recebe uma vacina, pode apresentar uma febre baixa ou algumas dores musculares. Isso é normal e é um sinal de que o sistema imunológico do organismo está trabalhando para ficar mais fortalecido. Dessa forma, a maioria dos efeitos colaterais que vemos são sintomas leves tratáveis, ​​que desaparecem após alguns dias. Reações muito raras podem ocorrer, mas a Dra. Anita Chandra conta que, ao longo de sua carreira, não presenciou quaisquer efeitos colaterais dessa monta. Com todas as vacinas que têm sido recomendadas atualmente para crianças, o risco da doença em si é muito maior. As únicas exceções são os casos em que uma criança tem uma condição médica crônica grave, como câncer, ou outra doença que enfraqueça o sistema imunológico ou se teve uma reação alérgica grave a uma vacinação anterior. Se os pais apresentam dúvidas, cabe ao pediatra da criança esclarecê-las, principalmente com relação a efeitos colaterais, já que conhece o histórico de saúde da família.

Meu filho deve tomar vacinas se estiver doente?

Depende! É bom conversar sempre com o pediatra. Se uma criança tiver resfriado leve, ela ainda pode receber a vacina. Mas, se o seu filho tiver uma doença moderada a grave, pode não ser o momento certo.

Saiba mais: Vacinação contra Covid-19 em crianças e adolescentes

Por que os adolescentes precisam de vacinas?

Adolescentes e adultos jovens podem contrair uma série de doenças evitáveis por vacinas, incluindo coqueluche, caxumba, HPV e meningite. Estas podem ser graves se o adolescente adoecer e são facilmente transmissíveis, especialmente em um ambiente aglomerado, como uma escola ou faculdade, por isso é importante que o adolescente tome as vacinas recomendadas para a idade. As vacinas funcionam como parceiras do sistema imunológico do adolescente para ajudá-lo a reconhecer um vírus ou bactéria antes de serem expostos.

Doenças como o sarampo são realmente tão perigosas?

Se você é pai/mãe de uma criança hoje, então você não recebeu todas as vacinas atuais quando era bebê, correndo o risco de doenças graves como Hemophilus, Influenza b e meningite pneumocócica, que podem levar à surdez e danos cerebrais. Embora tenhamos vacinas contra o sarampo há décadas, o sarampo ainda é um risco, porque é comum em diversas partes do mundo. A coqueluche, por exemplo, ainda infecta milhares de pessoas todos os anos e a parte difícil é que não podemos prever quais crianças terão um caso leve e quais terão complicações graves e serão hospitalizadas, com risco de óbito.

Por que a vacina contra o HPV é recomendada aos 9-12 anos?

A vacina contra o HPV é mais eficaz se administrada mais precocemente ao invés de mais tarde. Os pré-adolescentes produzem mais anticorpos após a vacinação contra o HPV do que os adolescentes mais velhos, por isso ela é recomendada nessa idade.

As vacinas causam autismo?

Não, as vacinas não causam autismo! Acontece que as crianças recebem várias vacinas na mesma época em que algumas crianças começam a demonstrar sinais de autismo. Mas isso é uma coincidência, não uma causa. Às vezes, as coisas acontecem ao mesmo tempo e nosso cérebro faz conexões naturais sobre os eventos. Mas isso não significa que um causa o outro.

As crianças recebem várias vacinas entre um e dois anos de idade, que também é a época em que algumas crianças começam a apresentar manifestações clínicas de autismo. Mas a ciência mostrou que eles não estão relacionados. Se seu filho comer um sanduíche de queijo e cair da bicicleta e quebrar o braço, você não assumiria que o sanduíche causou a quebra do braço. É a mesma situação com as vacinas.

Você pode pegar uma doença com uma vacina?

As vacinas usam um vírus morto, um pedaço do vírus ou bactéria ou, em alguns casos, um vírus enfraquecido, para ensinar o sistema imunológico a reconhecer a doença que esse vírus ou bactéria provocam no organismo. Como o vírus ou a bactéria da vacina está morto ou muito fraco, não causa doença em pessoas saudáveis. Em vez disso, ele simplesmente ensina o sistema imunológico a criar seus próprios anticorpos.

Existem algumas vacinas, no entanto, que usam um vírus vivo e enfraquecido, que muito raramente pode causar doenças em pessoas que têm câncer ou outras doenças autoimunes. Esses pacientes podem receber uma forma diferente da vacina ou o médico pode aconselhá-los a não tomar aquela vacina especificamente.

Tudo bem atrasar a vacinação?

Ou os pais se preocupam com o fato de seu filho receber tantas injeções de uma só vez por acharem que é muita coisa para o sistema imunológico da criança, ou, às vezes, eles não querem que seu filho receba tantas picadas de uma só vez, simplesmente porque as injeções doem. Todas as vacinas foram estudadas juntamente com outras. Milhões de crianças receberam essas vacinas as mesmo tempo e, por isso, sabemos que esse tipo de conduta é seguro. A quantidade real de ingredientes ativos em cada vacina é pequena. Seu filho encontra mais germes e bactérias apenas rastejando pela casa ou mamando ou comendo sua comida todos os dias. E queremos que as crianças recebam as vacinas dentro do cronograma proposto, para que elas se beneficiem de toda a proteção que as vacinas oferecem. De fato, é realmente menos estressante para a criança ter várias picadas de uma só vez durante uma única experiência, ao invés de arrastar essas picadas por semanas ou meses. Vacinar seu filho em dia é realmente a melhor maneira de protegê-lo e mantê-lo saudável.

Referências bibliográficas:

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