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meninas negras brincando de mãos dadas, de costas

Academia Americana de Pediatria divulga recomendações sobre racismo contra crianças

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Em 01 de junho de 2020, a Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics – AAP) publicou um comunicado de imprensa recomendando que os pais envolvam seus filhos de maneira proativa em torno de eventos traumáticos relacionados ao racismo, considerando a idade e o desenvolvimento da criança.

Segundo a AAP, o assassinato de George Floyd e os protestos subsequentes em todos os Estados Unidos “revelaram o legado de racismo e discriminação e as maneiras como isso prejudica todos os membros das comunidades americanas”. A AAP enfatiza que condena o racismo de todas as formas e destaca que mesmo o racismo vicário, testemunhado através das mídias sociais, conversas com amigos ou familiares ou imagens da mídia, prejudica a saúde das crianças.

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Recomendações sobre racismo

As recomendações da AAP aos pais são:

  1. Conversar com a criança. Perguntar o que elas sabem, o que viram e como estão se sentindo. Validar seus sentimentos e assegurar-lhes que é normal ter emoções. Os pais conhecem melhor o filho e com quais informações ele pode lidar. Para crianças mais novas, os pais podem dizer a elas o que está fazendo para manter sua família segura. Para pré-adolescentes e crianças mais velhas, os pais podem perguntar se eles sofreram maus tratos ou racismo ou se testemunharam isso;
  2. Observar as mudanças no comportamento da criança: algumas podem se tornar mais agressivas, por exemplo. Se os pais estiverem preocupados com o fato de o filho sofrer ansiedade, medo ou angústia mais graves, devem procurar o pediatra ou um profissional de saúde mental para obter suporte adicional;
  3. Devem ser colocados limites no que a criança vê na mídia. Os pais não devem deixar a TV ligada em segundo plano. Com crianças e adolescentes mais velhos, devem assistir TV com eles e discutir o que estão vendo. Devem ouvir as observações deles e compartilhe as próprias. As pausas comerciais ou pausar a TV podem ser úteis para breves discussões. Com crianças mais novas, a exposição à mídia deve ser limitada, incluindo TV, smartphones ou tablets;
  4. Os pais devem sintonizar suas próprias emoções e verificar se estão bem. Caso contrário, devem pedir ajuda para lidar com o trauma e o impacto emocional de imagens divulgadas;
  5. Uma lista de estratégias de enfrentamento dos próprios pais deve ser criada;
  6. Para todas as famílias, este é um momento de aprendizado, em que os pais podem discutir a história do racismo e da discriminação no país (no caso da AAP, nos Estados Unidos) e equipar seus filhos para mudanças;
  7. Considerar o uso de livros ou outros recursos para compartilhar com a criança.

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