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mão de bebê, com síndrome do bebê sacudido, segurando dedo de mulher

Agressão infantil e síndrome do bebê sacudido: como o enfermeiro deve abordar?

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O dia 04 de junho é um dia importante de protesto e luto para refletirmos sobre um assunto que, infelizmente, ainda está presente na vida de muitas crianças no mundo: a violência infantil. Este dia foi selecionado pela Organização das Nações Unidas como o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão. Existem inúmeros tipos de agressões, mas nesse artigo iremos discutir sobre um tipo de agressão física praticada contra bebês, responsável por provocar a síndrome do bebê sacudido.

Síndrome do bebê sacudido

A síndrome do bebê sacudido ocorre quando um bebê tem o corpo movimentado de forma brusca. Essa ação promove forças de aceleração, desaceleração e rotação da massa encefálica do bebê, fazendo com que ela se choque contra a calota craniana. Dessa maneira, lesões cerebrais podem ocorrer a partir da contusão, rompimento e cisalhamento de estruturas cerebrais e vasculares, provocando edema, hematoma e sangramentos cerebrais.

Portanto, essa síndrome é caracterizada por lesão cerebral grave com hemorragia intracraniana, fraturas esqueléticas e/ ou hemorragias na retina, que ocorre em bebês, geralmente de até dois anos de idade, em consequência da realização de movimentos bruscos, que são motivados, principalmente, por sentimentos de raiva ou frustração de pais e/ou cuidadores diante de episódios de choro intenso da criança.

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A princípio, o bebê que sofre esse tipo de violência, pode não apresentar sinais físicos de agressão, entretanto, alterações comportamentais ou relacionadas ao desenvolvimento, bem como déficits motores podem surgir após um período de tempo.

Em outros casos, o bebê pode apresentar alterações cerebrais relacionadas ao nível de consciência, irritabilidade, choro intenso, confusão, convulsões, e, inclusive coma. Alterações na função respiratória e alterações gastrointestinais como recusa alimentar, náuseas e vômitos, também podem estar presentes.

Metade dos casos apresentam fraturas nos arcos costais posteriores. Outras complicações são hemorragias na retina, provocando dificuldade da movimentação ocular, perda da acuidade visual; alterações de desenvolvimento aprendizagem ou comportamento, deficiência intelectual, paralisia cerebral e óbito.

Abordagem

O tratamento é basicamente de suporte das manifestações sistêmicas, sendo necessária hospitalização. Cuidados intensivos são necessários para os casos graves com rebaixamento do nível de consciência e implicações na função respiratória.

Diante de um caso suspeito ou confirmado de agressão infantil, o enfermeiro, bem como qualquer profissional da saúde, possui a obrigação, como consta no Estatuto da Criança e do Adolescente, de notificar ao Conselho Tutelar da respectiva localidade o episódio ocorrido.

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O Estatuto da Criança e do Adolescente, destaca ainda no cap.I, art. 13, § 2º, o dever dos serviços de saúde, em dar máxima prioridade ao atendimento de bebês e crianças até seis anos, com suspeita ou vítimas confirmadas de agressão, ou qualquer outro tipo de violência.

É importante que o enfermeiro oriente pais e cuidadores, bem como desenvolva ações de educação em saúde sobre a Síndrome do Bebê Sacudido e outras formas de violência infantil, a fim de prevenir a ocorrência de episódios dessa natureza, bem como garantir um ambiente seguro e que promova o crescimento e desenvolvimento da criança de forma saudável.

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Referências bibliográficas:

  • MAYO CLINIC. Shaken baby syndrome. 2019. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/shaken-baby-syndrome/symptoms-causes/syc-20366619.
  • MIAN, M. et al. Shaken Baby Syndrome: a review. Fetal and Pediatric Pathology, v.34, n.3, p.169-175, 2015 Parágrafo de texto.
  • WANG, L. et al. Retinal Hemorrhages in Shaken Baby Syndrome. Journal of Pediatrics, v.207, p.256, 2019

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