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AHA 2018: Confira novidades no uso de lidocaína e magnésio na PCR

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Desde as grandes mudanças de 2015, a AHA se comprometeu a fazer atualizações anuais em suas diretrizes, e não apenas a cada cinco anos. No fim de 2017, foram feitas recomendações sobre ventilação e massagem cardíaca, conforme nossa reportagem prévia. Agora no fim deste ano, a AHA 2018 trouxe pequenas novidades:

  1. A lidocaína foi ressuscitada. Antes aparecendo como plano B se a amiodarona não funcionasse, na versão atual o provedor pode escolher, no momento do antiarrítmico, entre amiodarona e lidocaína. O texto original é: “Amiodarona ou lidocaína podem ser consideradas para fibrilação ventricular/taquicardia ventricular sem pulso (FV/TVSP) não responsiva a desfibrilação. Esses fármacos podem ser particularmente úteis para pacientes com parada cardíaca presenciada, para quem o tempo de administração do fármaco pode ser menor.”
  2. O magnésio não deve ser usado de rotina em adultos, mas apenas nos cenários de Torsades de Pointes.

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O racional

O estudo ROC-ALPS comparou amiodarona vs lidocaína vs placebo na parada cardiorrespiratória (PCR) extra-hospitalar por FV/TV refratária a uma desfibrilação. A lidocaína foi superior ao placebo por aumentar a chance de retorno à circulação espontânea. Não houve melhora neurológica nem de sobrevida. A amiodarona foi neutra.

Para a prática

Poucas mudanças, pois a lidocaína já era utilizada principalmente pelos cardiologistas mais antigos na PCR pós-IAM. A mudança apenas endossa essa conduta. O mesmo em relação ao magnésio, cuja aplicação na PCR já vinha restrita aos casos de Torsades.

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Autor:

Ronaldo Gismondi

Doutorado em Medicina pela UERJ ⦁ Cardiologista do Niterói D’Or ⦁ Professor de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense

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