AHA 2018: ezetimiba reduz risco cardiovascular em idosos com mais de 75 anos

Os resultados de um novo estudo demonstram que o ezetimiba pode reduzir o risco de eventos ateroscleróticos em indivíduos com colesterol LDL elevado.

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Os resultados de um novo estudo apresentado no AHA 2018 Scientific Sessions, congresso anual de cardiologia organizado pela American Heart Association, demonstram que o ezetimiba pode reduzir o risco de eventos ateroscleróticos em indivíduos com colesterol LDL elevado e sem história doença arterial coronariana.

Para chegar nessa conclusão, pesquisadores japoneses recrutaram 3.411 pacientes (75% do sexo feminino) e randomizaram 1.716 para receber ezetimiba e 1.695 para cuidado padrão. Participantes elegíveis para inclusão foram aqueles com níveis de colesterol LDL ≥ 140 mg / dL (LDL médio: 161 mg / dL); com, pelo menos, 75 anos (idade média: 80,6 anos); e outro fator de risco para doença arterial coronariana, como diabetes, tabagismo ou hipertensão. Todos os indivíduos do estudo receberam aconselhamento sobre dieta e alimentação saudável.

ezetimiba

Ezetimiba na prevenção primária

Após cinco anos, a incidência do desfecho primário (um composto de morte súbita cardíaca, infarto agudo do miocárdio fatal e não fatal, acidente vascular cerebral fatal e não fatal e revascularização coronariana) ocorreu em cerca de 6% dos pacientes que receberam ezetimiba versus 10% dos pacientes que receberam cuidado padrão, gerando um total de 34,1% de redução do risco relativo (P = 0,002).

O grupo ezetimiba mostrou também uma redução de 20% nos eventos cardíacos (P = 0,041). Além disso, eventos cerebrovasculares e mortalidade por todas as causas não foram estatisticamente diferentes entre os grupos.

De acordo com os investigadores, essa é a primeira evidência que sugere que a prevenção primária de eventos cardiovasculares é possível mesmo em pacientes com 75 anos ou mais. No entanto, ainda não é possível fazer recomendações com base apenas nesse estudo. Outros ensaios devem ser realizados em diferentes tipos de população, com diferentes tipos de comorbidades e fatores de risco.

O uso do AAS na prevenção primária

É indiscutível o papel do ácido acetilsalicílico (AAS) na profilaxia secundária de eventos cardiovasculares, isto é, em quem já teve IAM ou AVCi. Por outro lado, há um debate sobre o risco x benefício do AAS na prevenção primária. Veja mais em nosso vídeo:

Referências:

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