Coronavírus

Anvisa alerta sobre casos raros de síndrome de Guillain-Barré pós-vacinação

Tempo de leitura: 2 min.

Na última quarta-feira, 28, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para o acompanhamento de casos raros da síndrome de Guillain-Barré após a vacinação contra Covid-19. 

Segundo o comunicado, ocorrências já foram relatadas em alguns países, incluindo no Brasil. Até o momento do alerta, a Anvisa recebeu 27 notificações de possíveis casos de síndrome de Guillain-Barré com a vacina da AstraZeneca, três com a da Janssen e outras quatro ocorrências com a CoronaVac, totalizando 34 registros.

Leia também: Anvisa pede alteração na bula das vacinas da Janssen e da Astrazeneca por conta de reação rara

Em virtude dos eventos relatados após a vacinação com os imunizantes citados, a Anvisa solicitou que os responsáveis pela regularização desses imunizantes adicionem em suas bulas informações sobre os possíveis riscos dessa reação.

A Anvisa frisa a importância de manter a recomendação pela continuidade da vacinação contra Covid-19 com todas as vacinas disponíveis e aprovadas no Brasil. Até o momento, os benefícios das vacinas superam os raros riscos, completa o órgão regulador.

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Vacinas contra Covid-19 e a síndrome de Guillain-Barré

Profissionais de saúde que atenderem possíveis ocorrências pós vacinação devem se atentar para os sinais e sintomas da síndrome de Guillain-Barré, garantindo o diagnóstico assertivo e o tratamento adequado. 

Além disso, é imprescindível que o médico encarregado pelo atendimento notifique o Ministério da Saúde sobre o caso adverso após o recebimento de qualquer uma das vacinas relatadas anteriormente. 

Vacina da Janssen

A Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e drogas dos Estados Unidos, já havia relatado, no último dia 12, uma possível relação entre a vacina da Janssen contra a Covid-19 e o aumento do risco de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré. O órgão também solicitou a entrada dessa reação na bula do imunizante, segundo carta do escritório de pesquisa e revisão de vacinas da FDA. 

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referência bibliográfica:

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Publicado por
Luciano Lucas

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