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Aprovada a primeira vacina contra o vírus do ebola nos Estados Unidos

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Foi aprovada a primeira vacina contra o vírus do ebola que pode ser comercializada nos Estados Unidos: Ervebo, da empresa Merck. Apesar de casos de infecção da doença serem raros no país, a Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana de vigilância sanitária, alertou a viajantes e profissionais de saúde que se protejam antes de viajar para áreas de surto.

“A enfermidade provocada pelo vírus do ebola é rara por aqui, porém grave, muitas vezes mortal e que não conhece fronteiras. A imunização é essencial para ajudar a prevenir surtos e impedir que o vírus se espalhe”, afirmou Peter Marks, diretor de pesquisa da FDA, em um comunicado para a imprensa.

O Ervebo é administrado como uma injeção de dose única, sendo uma vacina atenuada de vírus vivo que foi geneticamente modificada para conter uma proteína do ebola. A vacinação é indicada somente para maiores de 18 anos, sendo a mesma utilizada em países africanos para o controle da epidemia.

“A autorização de comercialização da Ervebo é o resultado de uma colaboração sem precedentes pela qual o mundo inteiro deve se orgulhar”, afirmou Ken Frazier, presidente e CEO da Merck.

Surto do ebola

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em julho deste ano que o surto de ebola na República Democrática do Congo se tornou uma emergência internacional de saúde pública. A FDA declarou estar comprometida a combater futuros surtos de ebola no mundo e apoiar através de acordos internacionais o atual surto no país.

Segundo o diretor de pesquisa da agência, a aprovação desta vacina é um avanço para ajudar a proteger contra a dispersão do vírus, considerando pioneira a abordagem que a agência respondeu a esta emergência em saúde pública.

“A abordagem de pesquisa usada para estudar a eficácia e a segurança desta vacina pode ajudar a criar um modelo para estudos futuros em circunstâncias semelhantes”, disse Peter Marks.

Um estudo realizado na África comprovou que a vacina é 100% eficaz na prevenção de casos de ebola com início de sintomas superior a dez dias após a vacinação. Os efeitos colaterais mais comuns relatados foram dor e vermelhidão no local da vacina, inchaço, fadiga, cefaleia, febre, dores nas articulações e nos músculos.

Mais de 236 mil pessoas já foram vacinadas. O número inclui mais de 60 mil profissionais de saúde do Congo, Uganda, Sudão do Sul, Ruanda e Burundi.

Leia também: Ebola: sobrevivente manifestou a doença pela segunda vez

Embora essa vacina possa ser altamente eficaz, os maiores obstáculos para conter o atual surto de ebola são estruturais. Os profissionais de saúde pública têm se esforçado para vacinar as comunidades vulneráveis ​​em meio à guerra armada no país, mesmo sendo alvos de violência. A vacina também foi aprovada para proteger contra o ebola Zaire, o subtipo mais comum do vírus perigoso para as pessoas.

A Merck divulgou que a vacina deverá estar disponível para a aplicação no país durante o terceiro trimestre de 2020.
De agosto de 2018 a outubro de 2019 foram registrados mais de 3.114 casos de ebola confirmados e 2.123 óbitos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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