Aprovada no Brasil nova opção de tratamento para linfoma de Hodgkin para crianças e adultos - PEBMED

Aprovada no Brasil nova opção de tratamento para linfoma de Hodgkin para crianças e adultos

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Seu conteúdo tem o objetivo de informar panoramas recentes da medicina, devendo ser interpretado por profissionais capacitados.

Para diagnósticos e esclarecimentos, busque orientação profissional. Você pode agendar uma consulta aqui.

Foi aprovada no país a imunoterapia pembrolizumabe (Keytruda®), anti PD-1 da MSD, para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin clássico refratário ou recidivado a partir da segunda linha de tratamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também aprovou pembrolizumabe para o tratamento de pacientes pediátricos, com idade igual ou superior a três anos, com linfoma de Hodgkin clássico refratário, ou que tenham recidivado após duas ou mais linhas de terapia.

enfermeira fazendo terapia para linfoma de hodgkin

Tome as melhores decisões clinicas, atualize-se. Cadastre-se e acesse gratuitamente conteúdo de medicina escrito e revisado por especialistas

Novo tratamento

A aprovação para os pacientes adultos é baseada nos resultados da fase 3 do estudo KEYNOTE-204, que atingiu o objetivo primário com pembrolizumabe, reduzindo significativamente o risco de progressão da enfermidade ou óbito em 35% em comparação com o brentuximabe vedotin (BV). Além disso, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 13,2 meses para pacientes tratados com pembrolizumabe e 8,3 meses para pacientes tratados com BV.

O KEYNOTE-204 é um estudo clínico randomizado, aberto e controlado, que incluiu 304 pacientes com LHC recidivado ou refratário. O estudo envolveu adultos com doença recidivada e ou refratária após, pelo menos, um regime de tratamento quimioterápico. Os pacientes foram randomizados 1: 1 para receber a cada três semanas por via intravenosa com pembrolizumabe 200 mg ou BV 1,8 mg/kg.

Leia também: Linfoma folicular: Relação entre contagem de linfócitos e monócitos e valor prognóstico

O tratamento foi continuado até toxicidade inaceitável, progressão da enfermidade ou um máximo de 35 ciclos (aproximadamente dois anos). A avaliação da doença foi realizada a cada 12 semanas. A randomização foi estratificada por transplante autólogo prévio e estado de enfermidade após a terapia de primeira linha. A principal medida de eficácia foi a sobrevida livre de progressão.

A aprovação para os pacientes pediátricos é baseada no estudo KEYNOTE-051, que incluiu 161 pacientes pediátricos: 62 pacientes com idade entre seis meses e 12 anos, e 99 pacientes com 12 a 17 anos, que receberam pembrolizumabe 2 mg/kg a cada 3 semanas. A duração média da exposição foi de 2,1 meses (intervalo: 1 dia a 24 meses).

As reações adversas que ocorreram em uma taxa ≥10% em pacientes pediátricos quando comparados aos adultos foram: febre (33%), vômitos (30%), leucopenia (30%), infecção do trato respiratório superior (29%), neutropenia (26%), cefaleia (25%) e anemia (17%).

O tratamento de LHC refratário ou recidivado em crianças e adolescentes segue estratégias baseadas em adultos, com poliquimioterapia seguida de transplante autólogo de células tronco.

Em pacientes que foram anteriormente refratários ou recidivados à primeira ou segunda linha de quimioterapia, especialmente aqueles com doença de alto risco, as opções existentes de tratamento não são satisfatórias, deixando pouca expectativa de benefício e toxicidade adicional.

A imunoterapia para o tratamento da enfermidade refratária, assim como a indicação para pacientes pediátricos, era muito esperada no Brasil.

“Os pacientes com linfoma de Hodgkin que não alcançam remissão após o tratamento inicial ou que recaem após o transplante tem um prognóstico ruim, refletindo a necessidade não atendida de terapias melhores no cenário de recidiva/refratário. Com esta aprovação, o pembrolizumabe tem o potencial de mudar o padrão atual de tratamento e ajudar esses pacientes a obter melhores resultados”, explica o onco-hematologista Guilherme Perini.

Veja mais: Quando e como vacinar pacientes submetidos a transplante de medula óssea?

Linfoma de Hodgkin

Segundo a American Cancer Society, o linfoma de Hodgkin pode acometer crianças e adultos, mas é mais comum no início da idade adulta, principalmente na faixa dos 20 anos. O risco de desenvolver a patologia volta a aumentar no final da vida adulta, após os 55 anos. Em geral, a idade média do diagnóstico é 39 anos.

No Brasil, são estimados 2.640 novos casos de linfoma de Hodgkin em 2020, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). É importante ressaltar que a maioria dos pacientes com a doença pode ser curada graças ao avanço dos tratamentos disponíveis atualmente.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Autora:

Referências bibliográficas:

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Seu conteúdo tem o objetivo de informar panoramas recentes da medicina, devendo ser interpretado por profissionais capacitados.

Para diagnósticos e esclarecimentos, busque orientação profissional. Você pode agendar uma consulta aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Entrar | Cadastrar