Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Endocrinologia / Aprovado primeiro tratamento para doenças oculares da tireoide, nos EUA
gota de novo medicamento para doenças oculares da tireoide na pontinha da agulha

Aprovado primeiro tratamento para doenças oculares da tireoide, nos EUA

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Foi aprovado recentemente nos Estados Unidos o anticorpo monoclonal teprotumumabe (Tepezza, da Horizon Therapeutics), indicado para o tratamento de adultos com doença ocular da tireoide.

Essa enfermidade é uma condição periocular debilitante, desfigurante e potencialmente ofuscante. Fortes evidências implicaram o receptor de fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-IR) na patogênese desta doença.

Essa é uma condição auto-imune grave, progressiva e com risco de visão que pode causar proptose, estrabismo, dor ocular, sensibilidade à luz, visão dupla e, em alguns casos, até cegueira.

Estima-se que 20 mil americanos anualmente sofram da enfermidade, que é mais comumente associada ao hipertireoidismo ou à doença de Graves.

No entanto, surge de um processo separado que envolve autoanticorpos que ativa um complexo de sinalização mediado por receptores do fator de crescimento semelhante à insulina 1 em células dentro da órbita ocular. O teprotumumabe, administrado em oito infusões uma vez a cada três semanas, bloqueia esse receptor.

Leia mais: SUS oferece novo tratamento para edema macular diabético

Estudos para doenças oculares da tireoide

Essa aprovação do foi baseada nos resultados de dois ensaios clínicos: um estudo de fase 2 que envolveu 42 pacientes com oftalmopatia associada à tireoide moderada a grave, que mostrou melhoras significativas no tratamento com teprotumumabe, que durou até 72 semanas.

Já no ensaio multinacional OPTIC de fase confirmatória subsequente 3, em 24 semanas, 41 pacientes tratados com o medicamento apresentaram redução de 2 mm ou mais na proptose sem deterioração no outro olho (82,9% vs 9,5 % dos 42 pacientes que receberam placebo; P <0,001).

Melhorias significativas também foram observadas em outros resultados avaliados, incluindo dor orbital, edema palpebral, diplopia e escores de qualidade de vida.

Eventos adversos

Os eventos adversos do teprotumumabe incluem espasmo muscular, náusea, alopecia, diarreia, fadiga, hiperglicemia, perda auditiva, pele seca, disgeusia e cefaleia. A maioria desses eventos foi classificada de leve a moderada, sendo administrável nos estudos com poucas interrupções durante a terapia.

O medicamento é contraindicado durante a gravidez.

Doença de Graves

Em dezembro de 2019, o Comitê Consultivo para Drogas Dermatológicas e Oftálmicas da FDA votou por unanimidade a favor da aprovação do teprotumumabe. O fármaco recebeu o status acelerado em abril de 2015 e a designação da terapia inovadora em julho de 2016. Recebeu a designação de medicamento órfão em 19 de junho de 2019.

A aprovação vem antes da data prevista para a Lei de Taxas de Usuários de Medicamentos com Receita Médica (PDUFA), de 8 de março de 2020.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a doença de Graves é autoimune, que gera uma anomalia no funcionamento da glândula tireoide. Também é a única forma de hipertireoidismo, que apresenta como sintomas irritação nos olhos e pálpebras, além das manifestações mais comuns.

A causa é incerta, mas acredita-se que os anticorpos estimulam uma produção de hormônios tireoidianos. Pode ser diagnosticado pelo aumento de volume da tireoide e pelo excesso de hormônios produzidos pela glândula no sangue.

Há ainda um outro subtipo da enfermidade, que é bem menos comum chamada de dermopatia de Graves. Ela afeta a pele, deixando-a com aspecto mais grosso e avermelhado, principalmente as partes inferiores do corpo, como as pernas e os pés.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Autor:

Referências bibliográficas:

  • FDA Approves Teprotumumab (Tepezza) First Treatment for Thyroid Eye Disease – Medscape – Jan 22, 2020.
  • IGF1-Targeting Teprotumumab Tackles Thyroid Eye Disease – Medscape – Oct 05, 2018.
  • https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03298867
  • OPTIC Confirms Teprotumumab Benefit in Thyroid Eye Disease – Medscape – Apr 27, 2019.
  • Douglas RS, et al. eprotumumab for the Treatment of Active Thyroid Eye Disease. N Engl J Med 2020; 382:341-352 DOI: 10.1056/NEJMoa1910434
  • https://www.endocrino.org.br/doenca-de-graves/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.