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Assistência de enfermagem ao paciente diabético: como fazer

Tempo de leitura: 3 minutos.

A diabetes é uma patologia que modifica os hábitos de vida de um indivíduo, contribuindo para o crescimento de riscos de diversas complicações, tanto agudas quanto crônicas. As complicações do diabetes influenciam diretamente na qualidade de vida do paciente, uma vez que as suas consequências podem ser graves, como perda de visão, amputações e insuficiência renal.

O diabetes mellitus está relacionado diretamente à produção insuficiente de insulina, falta desta ou incapacidade da mesma de exercer a sua função plenamente. Geralmente, causa hiperglicemia constante e outras complicações. Pode lesionar o coração, os olhos, os nervos, os rins e a rede vascular, sobretudo a periférica.

Diabetes

Sua classificação determina vários tipos de diabetes, como diabetes mellitus tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e outras formas. Em relação ao tipo 2, atinge indivíduos de qualquer idade, principalmente maiores de 40 anos, compreendendo cerca de 7,6% do total da população brasileira. Sua prevalência crescente determina que em 2025 existirá cerca de 11 milhões de diabéticos no Brasil, o que representa 100% das estatísticas atuais.

Como não há cura para a diabetes tipo 2, a prevenção ainda é o melhor caminho para que as pessoas não venham a adquirir diabetes.

De acordo com o Ministério da Saúde, o diabetes é uma das principais causas de mortalidade (27,4%) por problemas cardiovasculares em pessoas idosas.

Diante desse quadro, os profissionais de enfermagem têm papel fundamental na prestação da informação ao paciente frente às medidas preventivas, tanto envolvendo as ações de prevenção primária – que incluem mudanças no estilo de vida da população saudável – e ações de prevenção secundária, que engloba a incorporação do tratamento diante do diabetes.

Confira as ações de enfermagem ao paciente diabético:

• Orientar o paciente portador do diabetes a mudar ou manter os hábitos de vida saudáveis a fim de diminuir a ocorrência de complicações vindas de um tratamento diabético ineficaz;

• Orientar o paciente diabético tipo 2 quanto à realização de vacinação contra a influenza, uma vez que o índice de mortalidade cresce com a presença desse vírus nos portadores de diabetes;

• Monitorar o paciente e educar quanto ao tratamento farmacológico prescrito pelo médico;

• Educar e monitorar o paciente em uso de insulinoterapia, demonstrar a aplicação da insulina, fornecer esquema de rodízio ao paciente, instruir sobre como é realizada a aspiração das unidades de insulina e mesmo as complicações que podem ocorrer nos locais onde se aplica insulina, assim como o armazenamento, conservação e transporte. Fornecer informações sobre o uso dos instrumentos existentes para uso da insulina;

• Orientar o paciente a realizar a automonitorização e ensiná-lo a manusear o material e equipamento utilizado para tal. Nos casos em que o paciente não tem condições de realizar o procedimento em sua residência, o mesmo deve ser orientado a comparecer ao posto de saúde;

• Monitorar a participação dos pacientes nas consultas médicas conforme a preconização do médico de retorno ao consultório, realização de exames e participação nos grupos de diabéticos;

• Participar de campanhas de rastreamento de casos de pacientes diabéticos e realizar os encaminhamentos necessários;

• Prestar cuidados de enfermagem ao paciente diabético hospitalizado, como monitorar frequentemente a glicemia capilar, coletar dados do paciente sobre o esquema terapêutico que utiliza em domicílio e sempre registrar informações no prontuário. Assistir o paciente e monitorizar níveis de hipoglicemia nos pacientes hospitalizados e administrar medicações conforme a prescrição médica. Seguir ações de enfermagem específicas em cada complicação conforme citado no módulo;

• Interagir com a família do diabético para que a mesma compreenda certas manifestações do paciente e a correlação com a enfermidade;

• Questionar sempre ao paciente sobre questões que podem envolver sinais de complicações da doença;

• Promover ao máximo o autocuidado eficiente;

• Incentivar o paciente a manter uma boa higiene bucal e relatar quaisquer casos de hemorragias, edemas ou dores na gengiva;

• Manter uma boa higiene e cuidados com a pele, orientar o paciente para que realize em casa, e nos casos de pacientes hospitalizados realizar os cuidados;

• Auxiliar o paciente a manter níveis adequados de glicemia como forma de proporcionar uma melhor qualidade de vida;

• Participar da prestação do cuidado aos pacientes que tiveram complicações e interagir em sua reabilitação familiar e social.

*Esse artigo foi revisado pelo time de enfermagem da PEBMED.

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