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Associação de protocolo de fechamento de cirurgias obstétricas com infecção após cesárea

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Os quadros de infecção de sítios cirúrgicos são as complicações mais frequentes entre especialidades cirúrgicas. Com o número crescente de cesáreas nos Estados Unidos (quase 1,2 milhões em 2019) com incidência de infecção de sítio cirúrgico em torno de 2 a 16%, esse numero torna-se relevante.

Os principais fatores para infecção são obesidade, hemorragia pós-parto, hematoma na incisão, parto de emergência, parto cesárea intraparto (mudança de via), corioamnionite, ruptura de membranas prolongada e não uso de antibiótico profilático. Alguns fatores não são modificáveis, mas outros poderiam ser revistos. Em cirurgias colorretais e ginecológicas, a troca de luvas estéreis e uso de instrumental recém esterilizado diminuiu as taxas de infecção.

cesáreas

Estudo

Com esse princípio de trabalhos prévios com essa técnica, a equipe de obstetrícia da Mayo Clinic publicou um trabalho em abril de 2022 utilizando esse procedimento em todos os procedimentos cirúrgicos do departamento de obstetrícia no período de 1 de julho de 2013 a 31 de dezembro de 2015 (pré-implantação protocolo) comparados com as pacientes submetidas à cesareanas entre 1 de junho de 2016 a 30 de abril de 2018. Neste intervalo (dezembro de 2015 a junho de 2016 os profissionais foram treinados e não se incluíram pacientes no estudo). O protocolo incluía troca de luvas da equipe cirúrgica e da enfermagem e fechamento dos instrumentais com sua troca também para o fechamento da aponeurose.

Infecções pós-procedimento foram caracterizadas com tempo de até 30 dias do procedimento e englobando:

  • Incisional;
  • Incisional profunda (envolvendo musculo e fascias);
  • Infecção de espaço orgânico (endometrite).

Foram coletados e comparados dados como raça (autodeclarada), tipo de incisão, fatores de risco mencionados previamente, indicações da cesareana, uso de antibióticos antes da incisão, cesárea planejada ou de emergência, uso de antissépticos no preparo pele abdômen, perda sanguínea, sutura do subcutâneo e qual material utilizado para fechamento de pele. Histerectomia puerperal se necessário também foi registrado.

O total de procedimentos foi de 2.936 partos durante o período (em 2.639 mulheres), sendo 1.708 no período pré-protocolo e 1.228 pós protocolo. Dessas, 2.547 (86,8%) retornaram entre quatro a oito semanas para reavaliação. As taxas de infecção pré-implantação (2,3%) e pós implantação do protocolo (2,7% IC 95%; 1,6 – 0,7%) não mostraram diferença significativa, uma vez que também já se observava índices bastante baixos mesmo sem o protocolo.

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O grupo pré-protocolo apresentou um número maior de cesáreas de pacientes em trabalho de parto (51,8% vs 46,4; P= 0,004). Já no grupo pós-protocolo, chama atenção o tempo de ruptura de bolsa até a cesárea maior (68% vs 58,6%; P =0,02). Todos os outros fatores estudados foram semelhantes entre os grupos.

Com os resultados observados não se indica troca de luvas e material para prevenção de infecção do sítio cirúrgico de cesáreas. Houve sim aumento de tempo cirúrgico podendo elevar custos para os sistemas de saúde. Um viés para ser estudado podem ser relacionado às equipes cirúrgicas, já que na Clínica Mayo as cesáreas foram realizadas por residentes supervisionados por chefes de setor e apenas num centro de nível especializado.

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# Wyatt, Michelle A. MD; Weaver, Amy L. MS; Jensen, Claire MD; Yelsa, Isabel BS; Rangel Latuche, Laureano J. MSc, MS; Sharpe, Emily E. MD; Rivera-Chiauzzi, Enid Y. MD Association of an Obstetric Surgical Closing Protocol With Infection After Cesarean Delivery, Obstetrics & Gynecology: April 7, 2022 - Volume - Issue - 10.1097/AOG.0000000000004729
Referências bibliográficas:

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