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A miopia é uma condição ocular tratável que ocorre em mais de 50% dos adultos americanos. Apesar de menos comum na infância, a prevalência vem aumentando e passou de 25% para 42% entre 1971 e 1999. Em países asiáticos a miopia é mais comum e 90% dos adultos jovens tem miopia em Taiwan, Singapura e Hong Kong. Houve também um aumento nos grupos mais jovens, com prevalência aumentando de 5% para 21% (1983-2000) em crianças de 7 anos em Taiwan.

A causa e o mecanismo da progressão continuam não totalmente esclarecidos. Diversos estudos tentaram explicar o recente aumento e início precoce e incluíram fatores como atividade diminuída outdoor, maior tempo fazendo atividades de perto e o aumento da urbanização. A prevenção da progressão da miopia é uma prioridade pelo fato de a miopia axial aumenta o risco de glaucoma, catarata, degeneração macular miópica e descolamento de retina.

Uma revisão da Cochrane em 2011 avaliou as evidências publicadas em relação aos tratamentos para diminuir a progressão em crianças. A conclusão foi que agentes antimuscarínicos são um tratamento efetivo na diminuição da progressão. O mais comumente utilizado e testado é a atropina.

As teorias atuais defendem que existiria um efeito local retiniano que retardaria a progressão ou uma alteração bioquímica potencial que interferiria na ligação de receptores muscarínicos. Duas novas teorias sugerem que a dilatação pupilar pode resultar em aumento da exposição aos raios UVA, o que limitaria o aumento do tamanho axial ou que a miopia pode estar associada com uma inflamação crônica que pode ser regulada pela atropina.

Mais da autora: ‘O impacto da cirurgia de catarata na qualidade de vida é o mesmo no primeiro e no segundo olho?’

Uma revisão publicada na Ophthalmology em junho de 2017 tentou responder duas questões: se a atropina previne a progressão da miopia em crianças e se o efeito varia de acordo com a dose da atropina. Foi realizada revisão de 17 artigos, a maioria em países asiáticos, que avaliaram a taxa de progressão de miopia, o retorno da miopia após cessado o tratamento, o impacto da atropina nas características biométricas, o efeito no tamanho pupilar e na acomodação, o efeito no astigmatismo, pressão intraocular e parâmetros de eletrorretinografia e a ocorrência de efeitos colaterais.

Em relação ao uso da atropina a 1%, apesar dos efeitos no controle da miopia, era pouco tolerado pelos efeitos colaterais. A maioria dos estudos reportaram menor progressão nos grupos tratados com atropina (em média de 1 dioptria ao ano durante o tratamento). Nos estudos que avaliaram a progressão após terminado tratamento com doses mais altas, houve efeito rebote. Alguns estudos avaliaram a dose ideal de atropina.

O uso de doses menores (0.5%, 0.1% e 0.01%) foi menos efetivo nos tratamentos de 1 a 2 anos mas foram associados a menor efeito rebote, menos efeitos colaterais (como fotofobia e insuficiência acomodativa) e resultados similares a longo prazo para a progressão. O tratamento com a atropina 0.01% representa a conduta mais razoável , porém o momento ideal para início e término do tratamento continua indeterminado de acordo com a revisão.

Estudos ainda são necessários para determinar o mecanismo exato da atropina. Além disso estudos em crianças não asiáticas poderiam determinar se o tratamento em não asiáticos é tão efetivo quanto nos asiáticos. Também é crucial delinear a duração ótima do tratamento e como seria a melhor forma de descontinuar de forma segura, diminuindo a regressão. Outros estudos combinando atropina com outros tratamentos ópticos como bifocais e lentes de contato são necessários para otimizar o potencial do efeito do tratamento.

Enquanto algumas questões ainda não estão bem definidas, oftalmologistas, pacientes e familiares devem estar alinhados em relação à decisão de iniciar o tratamento e às expectativas em relação ao mesmo.

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