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Bebês apresentam bactérias diferentes no intestino após cesariana

Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria
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Tempo de leitura: 2 minutos.

Um grande estudo realizado com amostras de fezes de bebês encontrou diferenças importantes entre bebês nascidos de forma vaginal e cesariana, oferecendo pistas sobre o desenvolvimento do sistema imunológico humano.

Os bebês nascidos pela vagina obtiveram a maioria das bactérias intestinais da mãe, mas os bebês em cesariana tiveram mais bactérias ligadas ao hospital ao seu redor.

“Não está claro qual o impacto que a diferença pode ter na saúde futura das crianças, mas os resultados não devem impedir as mulheres de terem partos na cesariana”, afirmam os pesquisadores.

Entretanto, os cientistas também ressaltam que o projeto chamado de “bioma bebê”, considerado o maior estudo do mundo, abriu uma janela para um estágio pouco compreendido no desenvolvimento da imunidade humana.

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“As primeiras semanas de vida são uma janela crítica do desenvolvimento do sistema imunológico do bebê, mas ainda sabemos muito pouco sobre isso”, disse Peter Brocklehurst, professor da Universidade de Birmingham e co-autor do estudo, complementando que o grupo vai acompanhar o crescimento desses bebês para verificarem se as diferenças precoces no microbioma levam a problemas de saúde posteriores.

Pesquisas anteriores sugeriram que a falta de exposição a alguns micróbios no início da vida está implicada em doenças autoimunes, como asma, alergias e diabetes.

Entretanto, os cientistas ainda não conseguiram descobrir a importância do microbioma intestinal inicial para a imunidade e saúde futuras, ou como o microbioma do bebê se desenvolve, ou ainda o que acontece com diferentes modos de nascimento.

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Sequenciamento do DNA em análise

Nesta pesquisa, publicada na revista Nature, cientistas do University College London, do Wellcome Sanger Institute e da Birmingham University usaram o sequenciamento de DNA para analisar mais de 1.600 amostras de bactérias intestinais de 175 mães e quase 600 bebês.

Em amostras de mães e de bebês com quatro, sete e 21 dias de idade, a equipe descobriu que havia uma diferença significativa entre os dois métodos de parto: os bebês entregues por via vaginal nasciam com muito mais bactérias associadas à saúde de suas mães do que os bebês nascidos por cesariana.

No lugar de algumas bactérias da mãe, os bebês com cesariana tinham mais bactérias normalmente encontradas em hospitais, e essas bactérias também eram mais propensas a serem mais resistentes a medicamentos.

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Conclusões

De acordo com os autores, essa análise demonstra que o modo de parto é um fator significativo que afeta a composição da microbiota intestinal durante o período neonatal e na infância.

A cultura combinada em larga escala e o sequenciamento em todo o genoma de mais de 800 cepas bacterianas desses bebês identificaram fatores de virulência clinicamente relevantes e resistência a antimicrobianos em patógenos oportunistas que podem predispor indivíduos a infecções oportunistas.

As descobertas destacam o papel crítico do ambiente local no estabelecimento da microbiota intestinal infantil e identificaram a colonização por patógenos oportunistas, que contêm resistência antimicrobiana como um fator de risco anteriormente subestimado em partos hospitalares.

“Até o atual momento, não entendemos as consequências a longo prazo dessa descoberta. Mas seguiremos pesquisando”, afirmou Peter Brocklehurst em um comunicado para a imprensa.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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