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Câncer de bexiga: novo medicamento promete combate mais rápido

Cirurgia, Cuidados Paliativos, Oncologia, Saúde Pública, Urologia
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Novo medicamento para tratamento do câncer de bexiga, o Erdafinitib foi aprovado nos Estados Unidos e deve chegar em breve ao mercado americano. A promessa é de uma abordagem mais direta e inteligente, com respostas positivas e mais rápidas nos pacientes acometidos. Aqui no Brasil, o medicamento também já foi aprovado.

“Essa é uma medicação com um alvo específico nos tumores uroteliais. Os pacientes precisam apresentar uma mutação genética ou uma fusão de genes para que ela seja indicada. Essa indicação precisa (biomarcador) é o que buscamos em todos os tumores para encontrar uma alteração específica daquele tumor e atacá-la diretamente. Isso traz um uso racional da droga, evitando toxicidade e custos em pacientes que sabidamente não terão benefício com o remédio”, explica o oncologista Andrey Soares, do Centro Paulista de Oncologia, da unidade do Grupo Oncoclínicas, em São Paulo.

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Fatores de risco para o câncer de bexiga

Em todo o mundo, são registrados 430 mil novos casos de câncer de bexiga anualmente, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), e é o sexto tumor de maior incidência entre homens, e o 19° com as mulheres.  O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para desenvolvimento da doença, estando associado em 50% a 70% dos casos.

De acordo com Andrey Soares, os outros fatores de risco são as infecções crônicas (a mais clássica pelo Schistosoma haematobium, endêmico em alguns países), a radioterapia prévia, a infecção por HPV, o uso de substâncias irritantes à bexiga, como a Ciclofosfamida, e o uso crônico de sonda vesical de demora.

Principais sintomas e tratamentos

Em geral, o principal sintoma é o sangramento e a dor ao urinar e a detecção precoce aumenta as possibilidades de cura. Em casos descobertos no início, o tratamento pode ser apenas uma raspagem no órgão.

“Quando a doença é diagnosticada no início e não for músculo-invasivo é realizada uma raspagem e o uso ou não de BCG, de acordo com as características do tumor. Se o mesmo estiver músculo-invasivo, os tratamentos ainda podem ser curativos e, em geral, uma combinação de cirurgia e quimioterapia. Já para os pacientes que não podem operar, é necessária a realização de radioterapia em conjunto com quimioterapia. Para aqueles com metastática, infelizmente, não tem cura. O nosso objetivo nesta fase é apenas aumentar a qualidade de vida do paciente. E é exatamente para esse último cenário que o Erdafitinib está chegando ao mercado com novas esperanças”, explica o oncologista.

Como explicado acima, a vacina da BCG (a mesma usada para tuberculose) é uma opção efetiva para o tratamento de câncer de bexiga. Mas o especialista faz um alerta, uma vez que estão sendo encontrados problemas com a produção dessa vacina no Brasil e no mundo, sendo importante ficar atento.

“Há uma série de drogas inteligentes surgindo no mercado e as perspectivas para o futuro são de melhorias no tratamento do câncer de bexiga”, comemora Andrey Soares.

Erdafinitib no Brasil

Em outubro, a Anvisa aprovou o medicamento para o tratamento de casos avançados ou metastáticos em que o tumor apresenta alterações genômicas. O Brasil é o segundo país a receber a aprovação.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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